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Liderança de Zidane e ataque guiam o Real na briga pelo bicampeonato

Dois times com camisa pesada vão fazer a final da Liga dos Campeões neste sábado, em Cardiff, capital do País de Gales. Real Madrid e Juventus se enfrentam no Millennium Stadium às 15h45 (de Brasília), buscando o troféu da competição de clubes mais importante do mundo.

É difícil estabelecer se há um favorito para a decisão. A única certeza é que a cidade galesa irá ferver e verá os dois melhores times da atualidade fazendo equilibrado duelo. Os madrilenhos chegam buscando o inédito bicampeonato da competição. O

LANCE!

mostra a campanha do Real ao longo da temporada.


REFORÇOS E SAÍDAS NA TEMPORADA

O Real Madrid não mudou em praticamente nada sua equipe daquela que foi campeã da Liga dos Campeões contra o Atlético de Madrid na última temporada. Apenas Álvaro Morata, que estava na Juventus, foi repatriado pelos espanhóis. O jogador, no entanto, é reserva no time de Zinedine Zidane e deve deixar o clube na janela de transferências.

De saída, apenas nomes que já não eram mais tão importantes na equipe, como Jesé, que saiu para o PSG, mas hoje está no Las Palmas, e Álvaro Arbeloa, que foi para o West Ham, da Inglaterra, mas foi dispensado ao final da temporada.


FATOR ZIDANE

O ex-jogador, ídolo e técnico do Real Madrid, Zinedine Zidane, que chegou ao clube madrilenho em 2016, já conquistou uma Liga dos Campeões, um Mundial de Clubes, a Supercopa da UEFA e agora o Espanhol.

– Zizou é um dos símbolos de nossa história. Obrigado por tudo que nos deu e que está nos dando. Foi o melhor jogador do mundo e agora simplesmente é o melhor treinador do mundo – disse o presidente do clube espanhol, Florentino Pérez.


DECEPÇÃO NA COPA DO REI

A equipe da capital espanhola decepcionou quando o assunto foi Copa do Rei, que acabou sendo vencida pelo Barcelona mais tarde. Depois de vencer bem o Sevilla nas oitavas de final, os merengues pararam no Celta de Vigo nas quartas, perdendo o jogo de ida em casa por 2 a 1 e ficando no 2 a 2 na volta.


CAMPANHA NO CAMPEONATO ESPANHOL

Maior campeão da La Liga, o Real Madrid voltou a levantar o troféu da competição depois de cinco anos de seca. A decisão ficou apenas para a última rodada e o Barcelona acabou como segundo colocado. Aproveitando sua tradicional regularidade e o elenco recheado de estrelas, a equipe madrilenha não desperdiçou pontos importantes na reta final e chegou na última rodada dependendo apenas de si.


ATAQUE É A MAIOR FORÇA

Brigando pelo décimo segundo título de Liga dos Campeões de sua história, os espanhóis marcaram incríveis 32 gols em 12 jogos, sendo 10 apenas do craque Cristiano Ronaldo, maior nome desta equipe. São 64 jogos consecutivos marcando gols nos adversários e, não atoa, terminará a Liga dos Campeões como o melhor ataque da competição.

O jogador português, maior goleador da história da Champions, pode terminar a competição como líder na artilharia. O camisa 7 já soma 10 gols até o momento no torneio e precisa de apenas mais um para chegar a Lionel Messi, com 11. Em toda temporada, ele soma 25 tentos. Já Benzema, que vive grande fase na temporada, acumula 19 gols em todas as competições.

E não dá para falar de ataque imprevisível sem citar o zagueiro Sergio Ramos, que marcou nas finais de 2014 e 2016, contra o Atlético de Madrid, e foi decisivo para a conquista do título merengue. Caso faça um gol, ele pode se tornar o primeiro jogador a marcar em três finais, mesmo caso de CR7.


AS PREOCUPAÇÕES

Mesmo com a ótima campanha, as lesões foram um problema para Zinedine Zidane, principalmente na defesa. Varane, Pepe, Nacho e Carvajal, por exemplo, foram desfalques em momentos importantes, fazendo com que o técnico francês precisasse improvisar.

Na frente, Gareth Bale ainda não está confirmado no time que jogará a final. Isso porque o galês vive seu pior momento desde que chegou ao Real e teve seu menor número de jogos no clube. A parte física passou a gerar grande preocupação, já que foram apenas 26 partidas disputadas.

Bale ainda é dúvida para o jogo (Foto: Handout / Uefa / AFP)


COMO O TIME CHEGA PARA A FINAL

Forte e cheio de confiança, como não poderia ser diferente. O Real Madrid de Zinedine Zidane está motivado após a conquista do título espanhol e tentará se aproveitar do histórico desfavorável da Juventus, que já perdeu seis finais da competição. Com Isco em boa forma e podendo ser o fator surpresa, os merengues podem ter sim um leve favoritismo na disputa.

Durante a campanha na competição, o Real acabou supreendido pelo Borussia Dortmund e ficou com a vice-liderança do grupo F. O que pesou foi o empate contra o Légia Varsóvia fora de casa, em partida que teve o placar de 3 a 3. Já na fase de mata-mata, foram duas vitórias sobre o Napoli nas oitavas, um complicado encontro com o Bayern de Munique, quando o time de CR7 venceu por 2 a 1, na Alemanha, mas perdeu pelo mesmo placar na Espanha e precisou fazer 2 a 0 na prorrogação para avançar. Por fim, eliminaram os rivais do Atlético de Madrid nas semifinais.


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