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Jornal Nacional – Trump prometeu e agora cumpre: EUA saem do Acordo de Paris

O presidente americano, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (1º) que os Estados Unidos vão abandonar o acordo do clima de Paris.

Em Nova York, ameaçada pelo aumento do nível do mar, artistas nadaram em um aquário gigante para alertar sobre os efeitos das mudanças climáticas. Mas o presidente, que nasceu na cidade, preferiu dar ouvidos aos senadores republicanos ligados à indústria do carvão e do petróleo. Como prometeu na campanha, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão sair do Tratado de Paris.

Em tom nacionalista, ele disse que o acordo é ruim para a economia, que acabaria com milhões de empregos, e que agora vai tentar renegociar os termos com condições justas. “Esse acordo é menos sobre o clima e mais sobre outros países ganharem vantagens sobre os Estados Unidos”, disse Trump. O presidente afirmou que se importa com o meio ambiente, mas que não vai mais dar dinheiro para o fundo do clima da ONU.

Os Estados Unidos são o país que mais poluíram na história e agora se juntam à Síria e Nicarágua – os únicos que ficaram de fora do acordo fechado em 2015, em Paris, por 195 nações. Na época, Barack Obama se comprometeu a reduzir em até 28% a emissão de gases que contribuem para o aquecimento do planeta até 2025 e a doar US$ 3 bilhões para países pobres fazerem o mesmo.

A decisão de Trump sobre o clima é uma derrota para a ciência, para os ambientalistas e para a comunidade internacional. Por isso, manifestantes logo saíram às ruas para protestar. A maior economia do planeta costumava ser vista como exemplo. Agora, a mensagem para o mundo soa como ameaça às futuras gerações.

Os cientistas preveem tempestades e secas extremas e até o desaparecimento de ilhas se a temperatura subir mais de dois graus até o fim do século.

O governador da Califórnia disse que lutar contra a realidade não é uma boa estratégia e que o estado vai cumprir as metas do Acordo de Paris. O Canadá lamentou. A ONU falou em frustração com a saída dos Estados Unidos.

Por telefone, o presidente francês Emmanuel Macron deu a Trump um recado conjunto de França, Itália e Alemanha: o Acordo de Paris não pode ser renegociado.

A Comissão Europeia alertou que o processo de saída dos Estados Unidos pode levar quatro anos e que o vácuo de liderança deixado pelos americanos vai ser preenchido pela Europa e pela China.

Nesta quinta-feira (1º), a primeira-ministra alemã Angela Merkel e o colega chinês Li Keqiang reafirmaram juntos o compromisso de combater as mudanças climáticas.

No Brasil, os ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores expressaram a decepção e a preocupação com o impacto da decisão americana.

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