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Jornal Nacional – Nicarágua suspende Reforma da Previdência após protestos

Protestos resultaram na morte de dezenas de pessoas. Pela nova lei, a contribuição dos trabalhadores passaria de 6,25% para 7% do salário.

O desequilíbrio nas contas da Previdência Social, de que os brasileiros ouvem falar há tantos anos, produziu uma situação trágica na Nicarágua, na América Central. Em seis dias, protestos violentos contra a reforma planejada pelo governo, 27 pessoas morreram e mais de 400 ficaram feridas. A gravidade da situação levou o presidente Daniel Ortega a suspender a reforma.

As marcas do caos permanecem no centro de Manágua. Os nicaraguenses têm ido às ruas desde quarta-feira (18) para protestar contra a reforma do sistema da Previdência decretada pelo presidente Daniel Ortega. Os protestos começaram pacificamente, mas, depois que os manifestantes foram atacados por grupos aparentemente ligados ao governo, a violência se espalhou.

Pela nova lei, a partir de julho a contribuição dos trabalhadores passaria de 6,25% para 7% do salário. A contribuição dos empregadores também aumentaria. Mas os aposentados receberiam menos, porque parte da pensão deles teria que ir para um fundo para despesas médicas.

Os manifestantes pedem a renúncia de Ortega, que está no terceiro mandato. Quatro anos atrás, ele mudou a lei que permitia apenas uma reeleição no país. Com a pressão das ruas, ele cancelou a reforma.

Com o aumento da expectativa de vida, o pagamento da aposentadoria virou uma crise. E não só na Nicarágua. Um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial mostrou que as seis maiores previdências do mundo devem ter um déficit de US$ 224 trilhões até 2050. E o maior desses rombos deve ser nos Estados Unidos: US$ 137 trilhões.

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