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Jornal Nacional – Indústria cresce 4% em maio, melhor resultado para o mês em sete anos

A indústria brasileira teve o melhor mês de maio em sete anos. É o segundo mês seguido de alta e o melhor resultado para maio desde 2012. A produção da indústria brasileira cresceu 0,8% em relação a abril e 4% na comparação com maio de 2016.

“Mas isso está longe de representar uma trajetória consistente para esse setor industrial. Mas é claro que é um ganho de ritmo, algo que a gente já não via observando para indústria como um todo, que foi um perfil de crescimento mais espalhado”, disse André Macedo, gerente de Indústria do IBGE.

Dos 24 setores pesquisados, 17 tiveram resultados positivos como alimentos, produtos de higiene pessoal, bens de consumo duráveis e de capital. Já a produção de petróleo e a de produtos farmacêuticos recuaram.

A produção de automóveis foi uma das maiores responsáveis por essa puxada no ritmo da indústria, mas o clima é muito mais de cautela do que de comemoração ou alívio. É que os números apontam que houve aumento nas vendas, mas, principalmente, graças às exportações. Elas deram um salto de mais de 60% de janeiro a maio.

“Para onde: para três países onde nós já estamos presentes, Argentina, Chile e México. Esses países, os seus mercados cresceram”, explicou Rogelio Golfarb, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Ford América do Sul.

No semestre, as vendas de veículos novos no Brasil subiram, o que não acontecia desde 2013. Mas é ainda insuficiente para recuperar a queda de 2016. A venda de caminhões, que é um indicador do nível dos investimentos, registrou queda de 15%.

Juliana Inhasz, professora de economia do Insper, diz que uma melhora sustentável da economia depende do ambiente político.

“A nossa economia está deixando de caminhar para trás. Muito provavelmente a gente começa, daqui para a frente, pensando em um cenário positivo, em que o ambiente político não contamine tanto o ambiente econômico, a gente começa a andar para frente em uma velocidade e numa consistência maior. Mas a gente depende, no entanto, desse ambiente político que ainda traz muita incerteza para a economia. A gente ainda não tem certeza quando isso acontece”.

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