You are here

Jornal Nacional – Cariocas fazem ‘esfihaço’ em apoio a sírio hostilizado ao vender comida

No início do Jornal Nacional, nós exibimos cenas de ódio e de intolerância, registradas num protesto de grupos nacionalistas e neonazistas, numa cidade dos Estados Unidos.

Antes de encerrar o JN, você vai ver exatamente o oposto disso. E a história que a gente vai mostrar agora tem um espírito bem brasileiro.

Ninguém gosta de fila. Agora, imagina, então, encarar uma fila em pleno sábado. Mas acredite: não tinha ninguém reclamando, não.

A fila é numa barraquinha de salgados árabes, numa calçada em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Mas o cardápio neste sábado (12) nem era o mais importante.

“O principal não é a esfiha. O principal é o carinho”, diz a mulher na fila. 

Carinho. O carioca fez fila para ver Mohamed Ali. O sírio que, na semana passada, foi hostilizado naquela mesma calçada por um ambulante, com dois pedaços de madeira nas mãos: “sai do meu país! Eu sou brasileiro, nós somos brasileiros! Nosso país tá sendo invadido por esses homens-bomba, miseráveis, ‘esquartejados’, que mataram crianças, adolescentes. Justiça! São miseráveis”.

A imagem logo se espalhou na internet e, claro, chocou muita gente. Mas a indignação virou solidariedade. Numa rede social, surgiu a ideia de dar uma força para o Mohamed e fazer um “esfihaço”.

Deu certo. Deu mais do que certo. Foram dezenas de fotos, abraços, sorrisos e, claro, esfihas.

O apoio veio de quem nem sabe ainda que intolerância existe. 

“Isso aqui é um sinal de que nós todos somos contra aquele tipo de atitude e estamos sempre de braços abertos para as pessoas que vierem, e a gente está de braços abertos para recebê-los aqui no Brasil”, disse o historiador Luiz Salgado.

“Eu acho que a gente tem que mostrar que o Brasil é uma casa de todos. Todos são bem vindos. Está faltando amor. Eu acho que é isso aí”, afirmou Sheila Moreira Dias, que é acupunturista.

Uma língua que todo mundo entende. 

“Todo está falando como eu te amo. Eu muito feliz. Palavra? Muito feliz. Não tem mais palavra… Muito, muito feliz”, disse o sírio Mohamed Ali.

Source

Related posts

Leave a Comment