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Jornal Nacional – Caixa reduz juros para financiamentos de imóveis novos e usados

No mercado imobiliário, uma notícia provocou otimismo nesta segunda-feira (16). A Caixa Econômica Federal anunciou a redução do juros e mudanças no financiamento.

Taxa de juros menor e percentual de financiamento maior. Essas foram as principais mudanças anunciadas nesta segunda pela Caixa Econômica Federal para estimular o mercado imobiliário.

Os juros mínimos passaram de 10,25% ao ano para 9% para os imóveis que custem até R$ 800 mil em quase todo o país. Em São Paulo, Rio, Minas e no Distrito Federal, o valor vai até R$ 950 mil.

Se o imóvel for mais caro do que isso, a taxa mínima de juros passou para 10% ao ano.

A Caixa também vai passar a financiar até 70% dos imóveis usados. Antes, o limite era 50%.

O corretor de imóveis Daniel Machado de Magalhães já percebeu o impacto.

“O telefone tocando e gente pedindo para começar as buscas, para marcar visita. Agora vamos fazer proposta. O combustível do mercado é o crédito”, disse ele.

A Caixa Econômica Federal sempre foi referência no mercado imobiliário porque costumava oferecer as menores taxas de juros para o financiamento da casa própria e isso obrigava os bancos privados a também baixarem as suas taxas para concorrer no mercado de crédito. Mas, com a crise econômica e a falta de recursos, a Caixa perdeu espaço.

Ela deixou de ser a líder no financiamento com recursos da poupança desde novembro de 2017 e pelo quarto mês seguido. Mas o banco público ainda é o primeiro na concessão de crédito imobiliário como um todo.

“O que a gente observou, principalmente a partir de 2015, essa história começou a mudar um pouco. Ela foi perdendo capacidade de investimento, e, principalmente, ela passou a não ser mais a opção mais barata no mercado”, afirmou Rafael Sasso, professor de finanças da USP.

Um levantamento feito com os cinco maiores bancos do país mostra que a Caixa registrou a maior taxa média de juros nos financiamentos fechados no começo de 2018. As taxas dos financiamentos ainda estão acima da taxa básica de juros, a Selic, que está em 6,75% ao ano, a mínima histórica.

Com as medidas, a Caixa espera voltar a ditar as regras no mercado.

“Nós entendemos que, no mínimo, a demanda aumentará bastante e que a Caixa aumentará os financiamentos no total, em média, 20%. Esse é o cálculo que estamos fazendo”, disse o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza.  

O imóvel novo de Carolina fica pronto daqui a um mês. Mas, para quitar a dívida com a construtora, ela precisa vender o apartamento onde ela mora hoje. O que deveria ser motivo de comemoração, virou angústia. 

“Faz uns oito meses mais ou menos que a gente está tentando vender e tem sido bem fraca a procura e mais fraca ainda as propostas”, conta a publicitária Carolina Bassols.

Quem podia comprar o apartamento da Carolina é a Andréia, que se animou com as medidas e agora está procurando um imóvel usado na mesma região da cidade.

 “Os juros estão ótimos e começou a abrir esse leque de opções porque é mais barato, o financiamento é melhor, então começou a entrar na nossa busca o usado”, disse Andréia Fernandes, também publicitária.

Que mais gente busque financiamento é o que o mercado todo espera, depois de amargar quedas seguidas nas vendas. 

“Em período de juros altos, restrição ao crédito, uma redução muito grande na capacidade do brasileiro de comprar. Essa ampliação do crédito agora e mais disponibilidade de crédito, a expectativa é que se tenha momentos melhores à frente para o mercado imobiliário brasileiro”, afirma Rafael Sasso.

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