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Jornal Nacional – Após arrastões, policiamento é reforçado na Zona Sul do Rio

Mesmo com mudanças no policiamento, a violência continua assustando moradores e turistas no Rio. A terça-feira (13) de carnaval começou com assaltos, tiroteios e um policial militar morto.

Antes tarde do que nunca. O esquema de segurança foi visto no fim do carnaval, três dias depois dos flagrantes de violência. Na madrugada desta terça (13), quanta diferença!

Pelo menos um grupo não entrou para a estatística de assaltos. “Polícia estava parada aqui já. De certa forma ameaçaram os ladrões”, conta um folião.

Na orla da Zona Sul, onde o vai e vem de pessoas aumentou muito por causa dos blocos, agora há uma equipe da PM em cada esquina. “A gente ainda fica meio sobressaltada um pouquinho. Não dá para ter aquela tranquilidade total”, conta uma mulher.

E não precisa ir muito longe para viver a insegurança. No Leblon, bairro vizinho a Ipanema, uma loja de uma grande rede de supermercados foi saqueada uma hora depois de abrir as portas. Os funcionários disseram que ligaram várias vezes para o número 190 da Polícia Militar. Mas, segundo eles, os policiais só chegaram meia hora depois, quando toda a ação já havia terminado. O batalhão da PM fica a menos de um quilômetro do local.

Testemunhas contaram que dezenas de homens participaram do saque. Numa imagem, 16 desciam a rampa do mercado. Alguns carregavam carrinhos com caixas de cerveja. O supermercado ainda não informou o valor do prejuízo. A loja reabriu com seguranças particulares na porta.

Na porta de um um prédio de Botafogo, também na Zona Sul, bem ao lado batalhão da Polícia Militar, um homem foi rendido quando chegava em casa. Os ladrões bateram nele e roubaram a mochila.

As equipes de reportagem não encontraram reforço no patrulhamento em outras áreas da cidade. Em Jacarepaguá, na Zona Oeste, moradores registram novos tiroteios na favela Bateau Mouche, onde traficantes e milicianos se enfrentam há dias.

No Engenho de Dentro, na Zona Norte, roubos a carro. Na Tijuca, uma bala entrou por uma das janelas do terceiro andar de um prédio e atingiu a mesa da sala. A dona do apartamento estava assistindo TV. No Méier, também na Zona Norte, mais um policial militar foi morto, o 15º somente em 2018. O sargento Fábio Miranda estava de folga e foi baleado numa tentativa de assalto. No mesmo bairro, grupos fantasiados se enfrentaram no desfile de um bloco e houve troca de tiros.

No Centro, mais de cem pessoas também fantasiadas, os chamados bate-bolas, foram detidos durante um arrastão, mas apenas dez ficaram presos. Eles estavam com uma granada e uma pistola.

Um vídeo divulgado em redes sociais está sendo investigado pela Polícia Civil. Bate-bolas de uma favela de Rocha Miranda, na Zona Norte, dão tiros de fuzil e pistola em uma rua da comunidade.

A poucos metros da Sapucaí, a van onde estava a atriz Juliana Paes ficou no meio de um arrastão.

E quando menos se espera, surge um vídeo em que um policial aparece mostrando uma bolsa térmica com latas de cerveja dentro de uma viatura. A Polícia Militar informou que está investigando o caso e já identificou os PMs que aparecem na imagem.

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, está no interior do estado. E o prefeito Marcelo Crivella foi para a Europa. Disse que foi buscar reforço para segurança numa agência espacial: “Oi pessoal aí do Brasil. Nós estamos passando o carnaval aqui na Alemanha. Amanhã vamos para Suécia. Perdão, amanhã vamos para Áustria, depois para Suécia. E nós estamos aqui em busca de tecnologia para melhorar a segurança da cidade do Rio de Janeiro”, disse em vídeo.

A Polícia Militar do Rio negou que houve demora no atendimento ao supermercado. Sobre o esquema de segurança, declarou que ele foi reformulado de acordo com as demandas e que tropas especiais também patrulham algumas áreas da cidade durante a madrugada.

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