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Jornal Hoje – Wesley Batista é preso por suspeita de lucro ilegal no mercado financeiro

O empresário Wesley Batista foi à Justiça Federal de São Paulo para uma audiência de custódia. Ele foi preso nesta quarta-feira na capital paulista na segunda fase da Operação Tendão de Aquiles, que investiga crimes contra o sistema financeiro.

As sirenes ligadas abriam o caminho nas ruas de São Paulo antes mesmo do dia clarear.

Um dos endereços foi nesta rua do bairro dos Jardins na casa onde mora Wesley Batista. Os policiais chegaram em duas viaturas, pouco antes das seis da manhã.

Às cinco pras oito da manhã ele chegou na sede da PF dentro de uma viatura.

A prisão preventiva dos irmãos Batista foi decretada pela 6ª Vara Federal de São Paulo. Além das prisões, a justiça autorizou buscas nas casas de Joesley e Wesley Batista.

O juiz João Batista Gonçalves da considerou que a prisão preventiva dos empresários se justifica por conveniência da instrução criminal e para garantir e a ordem pública já que Joesley e Wesley Batista continuam à volta com as atividades ilícitas mesmo após assumirem no Supremo Tribunal Federal o compromisso de interrompê-las.

A investigação foi aberta no dia seguinte a divulgação dos primeiros trechos da delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley. Para a Polícia Federal ficou claro que os Batista usaram o acordo com o Ministério Público para cometer crimes contra o sistema financeiro.

Foi a segunda fase da operação Tendão de Aquiles, que investiga a compra e a venda de ações da JBS e também a atuação dos irmãos no mercado de dólar.

No pedido, os delegados da Polícia Federal esclarecem que “o crime financeiro deve ser considerado de extrema gravidade visto que foi cometido por investigados que teriam se comprometido a cessar a qualquer prática delitiva”.

A investigação ainda aponta que durante a negociação da delação, os irmãos “usaram as informações privilegiadas para obtenção de vantagens indevidas”.

E que sabendo do conteúdo das delações, Joesley e Wesley Batista “deveriam se abster de negociar valores mobiliários”. Os delegados ainda relatam que os batistas “demonstraram total desprezo pelas leis brasileiras e a certeza da impunidade por meio de um acordo de colaboração premiada que lhes garantiu imunidade”.

Para os delegados da PF só a operação no mercado de ações evitou um prejuízo milionário.

“A venda antecipada dos papéis evitou um prejuízo potencial de R$ 138 milhões. O prejuízo foi diluído com os acionistas da JBS”.

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