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Japão: inflação ao consumidor avança 0,4% ao ano em maio

TÓQUIO  –  Os preços ao consumidor no Japão aumentaram a um ritmo mais acelerado em maio, avançando pelo quinto mês consecutivo e oferecendo um pequeno sinal de melhoria, embora a inflação ainda permaneça longe da meta de 2% ao ano fixada pelo Banco de Japão (BoJ).

O principal índice de preços ao consumidor (CPI) do país avançou 0,4% em maio em relação ao mesmo mês do ano anterior, em comparação com um ganho de 0,3% em abril, segundo dados do Ministério do Interior e das Comunicações divulgados nesta sexta-feira.

O aumento ocorreu, em grande parte, devido aos ganhos nos preços mundiais do petróleo em relação às cotações de um ano antes, e estava em linha com as previsões de economistas consultados pelo “Nikkei”.

O dado refere-se ao núcleo do CPI, que é o indicador expurgado dos preços de alimentos frescos.

Outro corte do CPI, que exclui alimentos frescos e energia, e que é o preferido do BoJ para avaliar o estado da inflação, permaneceu estável em maio, oferecendo uma visão menos encorajadora em relação ao alcance da meta de 2%.

A inflação é um indicador-chave do sucesso das políticas de crescimento do primeiro-ministro Shinzo Abe, uma vez que o Japão tenta superar décadas de deflação e e crescer por meio de aumentos nos salários e nos gastos das famílias.

O Japão ainda está longe de atingir sua meta de inflação, deixando o BoJ com poucas opções além de manter sua política monetária o mais afrouxada que conseguir.

Porém, até aqui, a política do BoJ de irrigar o mercado com compras de títulos não tem dado o resultado esperado.

O gasto das famílias recuou 0,1% em maio em relação a um ano antes, pelo 15º mês consecutivo, embora a um ritmo mais lento, segundo dados do Ministério dos Assuntos Internos divulgados nesta sexta-feira.

O resultado, porém, veio melhor do que a queda de 0,6% esperada pelos economistas.

Já a taxa de desemprego surpreendeu e avançou de 2,8% em abril para 3,1% em maio, apesar de uma melhoria adicional na disponibilidade de empregos. Havia em maio 149 postos de trabalho disponíveis para cada 100 candidatos a emprego, o maior resultado em 43 anos, mostraram dados do Ministério do Trabalho.

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