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iPhone completa uma década de sucesso, mas enfrenta desafios – Notícias

Anunciado em janeiro de 2007, o primeiro iPhone chegou às lojas no dia 29 de junho. O smartphone idealizado por Steve Jobs completa sua primeira década nesta quinta-feira (29) com a certeza de que  mudou a forma como o mundo consome, produz e compartilha conteúdo. Dados para comprovar essa afirmação não faltam: grande parte dos celulares “inteligentes” disponíveis no mercado usam telas sensíveis ao toque para visualização e interação, no lugar dos tradicionais botões físicos.

Não para por aí. Em uma década, a fotografia passou de um hobby e atividade profissional para um hábito corriqueiro. Tudo vira imagem: comida, animais de estimação, passeios e os autorretratos – vários deles. Uma pesquisa de 2015 aponta que algumas pessoas gastam até 5 horas por semana à procura da selfie perfeita. Um relatório recente do Reuters Institute for the Study of Journalism da Universidade de Oxford, na Inglaterra, aponta que os brasileiros já usam o smartphone como fonte principal de acesso às notícias.

Mais do que isso, cada iPhone é único e pessoal de uma forma que poucos eletrônicos conseguiram ser. Após ativar seu dispositivo, cada dono baixa os aplicativos que irão tornar sua experiência mais ampla com essa bela peça de tecnologia nas mãos. A ideia de um ecossistema de aplicativos sempre foi um dos grandes diferenciais do aparelho.

Telas de toque, câmeras mobile, aplicativos e o acesso à rede não foram invenções da companhia de Cupertino. No entanto, a integração de todas essas inovações em uma único produto, que virou sonho de consumo, serviu como um catalizador dos tempos em que vivemos. Em julho do ano passado, a empresa batia a marca de 1 bilhão de iPhones vendidos em todo o mundo.

Confira a evolução do smartphone mais popular do mundo:

Concorrência cresceu

Sinônimo de inovação e do que há de melhor no mercado, o smartphone da Apple enfrenta uma disputa mais acirrada. Se há dez anos o iPhone redefiniu uma categoria, é muito provável que todos os diferenciais apresentados no modelo de 2017 já tenham aparecido em seus concorrentes. São eles: tela que cobre boa parte do corpo do aparelho, sensor de digital embarcado embaixo dessa telona, carregamento sem fio. Todas essas características já tem um Android para chamar de seu.

Não é de hoje que as novidades anunciadas para o celular da Apple apresentam recursos lançados antes em aparelhos com o sistema operacional criado pelo Google. Telas maiores, resistência contra água e poeira, câmeras duplas e carregamento rápido são apenas algumas das características que chegaram antes para os antes “renegados” usuários do robôzinho verde. O iPhone deixou de nadar de braçada no quesito tecnológico. O motivo é simples: não é preciso mexer em time que está ganhando.

Se, por um lado a Apple teve que acompanhar as inovações trazidas por empresas como as gigantes e rivais sul-coreanas Samsung e LG, além de ver o Google lançar sua própria linha de smartphones, o marketing do iPhone ainda é fortíssimo. Mas, até mesmo nesse quesito, a companhia norte-americana deve colocar as barbas de molho. Os lançamentos da Samsung, para citar a principal concorrente da Apple, não podem mais ser ignorados. Com o Galaxy S8, lançado no primeiro semestre, a empresa rompe com um design “tradicional” dos celulares e surpreendeu críticos e consumidores.

Batalha de pixels

Os smartphones da linha Galaxy S se destacam por conseguir embarcar câmeras poderosas em corpos cada vez menores. As câmeras, especificamente, sempre foram um dos diferenciais do iPhone. E, desde o ano passado, esse mercado ganhou mais um forte concorrente. Os aparelhos da linha Pixel, desenvolvidos pelo Google. A gigante das buscas é uma “pedra no sapato” da Apple desde a lendária briga com Steve Jobs, por conta do Android. O falecido CEO da Apple sempre acreditou que o sistema operacional para dispositivos móveis da concorrente havia sido “roubado” de sua companhia.

Ainda não lançado no Brasil, o Pixel era apontado até recentemente como o melhor conjunto de câmera disponível em um celular. Os dados são parte da avaliação do DxOMark, site especializado em fotografia. Confira aqui os dez melhores smartphones para fotografia do mundo.

No mesmo índice, o iPhone 7 ocupa uma modesta quinta colocação – atrás de aparelhos da Samsung, Motorola, Sony e HTC. Atualmente, o ranking é liderado pelo HTC U11, lançado no primeiro semestre desse ano. Uma ressalva: o modelo Plus, que conta com dois sensores principais – considerado o mais poderoso dos dois iPhones 7 lançados em 2016 – não conta com uma avaliação no site.  

iPhone 8 ou iPhone X

Analistas acreditam que o lançamento do próximo iPhone pode ter três aparelhos: versões aprimoradas iPhone 7 e iPhone 7 Plus e uma edição comemorativa, o iPhone 8 ou X. Essa última, deve trazer a visão da Apple para o futuro dessa indústria. Imagens vazadas e rumores de internet apontam para o celular mais poderoso já desenvolvido pela marca norte-americana. A expectativa é grande por parte da imprensa especializada, mas também pelos consumidores – que transformaram os eventos do iPhone em um verdadeiro show.

Segundo os rumores, o próximo iPhone pode ser assim:

Reflexo da aposta alta da companhia norte-americana é a dificuldade que outras empresas estão tendo de entregar seus produtos. Explicando: a Nintendo caiu no gosto dos gamers com o Switch, videogame híbrido que é uma espécie de tablet. No entanto, o aparelho compartilha de componentes que são utilizados no iPhone e, por isso, a marca japonesa está tendo dificuldades de atender a demanda de seus consumidores. O poder de barganha e a quantidade avassaladora de iPhones encomendados pela Apple faz toda a diferença nesse caso. Ao ponto de a empresa da maçã ser capaz de simplesmente fechar uma fabricante simplesmente por parar de encomendar uma peça para seu produto mais popular. Esse é o tamanho do “poder de fogo” do iPhone.

Fato é que o iPhone segue como o “smartphone a ser batido”, mesmo uma década depois de seu lançamento. A receita de sucesso continua sendo a mesma: criar experiências únicas para seus consumidores, com o que há de melhor da tecnologia disponível e um esforço de design impossível de não admirar.

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