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Interferência russa ameaça eleições de 2018, dizem EUA

Washington, EUA. Os líderes da comunidade norte-americana de inteligência expressaram, na terça-feira (13), diante do Senado, sua convicção de que a interferência contínua da Rússia representa uma ameaça às eleições legislativas deste ano nos Estados Unidos.

Eles também garantiram que o programa nuclear da Coreia do Norte é uma intimidação aos Estados Unidos e que o tempo para Washington responder a esse perigo está se esgotando.

Em uma audiência no Comitê de Inteligência do Senado, o diretor nacional de Inteligência, Daniel Coats, e os diretores da CIA, do FBI, da NSA e de outras duas agências de espionagem concordaram que os esforços de Moscou para intervir na política norte-americana são tão intensos hoje quanto na eleição presidencial de 2016.

“As eleições de meio de mandato nos EUA são um alvo potencial para as operações de influência por parte da Rússia”, disse Coats, em uma afirmação respaldada pelos outros líderes dos órgãos de segurança.

A suposta ingerência russa se manteve entre os principais assuntos da reunião, e todos os diretores presentes reafirmaram a vigência de um relatório de inteligência divulgado no ano passado sobre a interferência da Rússia nas eleições presidenciais de 2016 e indicaram que isso poderia voltar a acontecer neste ano.

“Em toda a comunidade (de inteligência), não vimos nenhum sinal de mudança significativa em relação ao ano passado”, disse Coats. “Não deve haver dúvidas de que a Rússia percebeu seus esforços anteriores como bem-sucedidos e vê nas eleições de meio de mandato um alvo potencial”, acrescentou.

O diretor da CIA, Mike Pompeo, garantiu que foram identificadas “atividade russa e intenções de gerar impacto no próximo ciclo eleitoral norte-americano”.

As agências concluíram, no ano passado, que o presidente russo, Vladimir Putin, tinha estado à frente de um amplo esforço de inteligência para beneficiar a eleição de Donald Trump em 2016 e prejudicar a campanha de Hillary Clinton. Trump rejeitou essa sugestão, mas muitas informações sugerem o uso de redes sociais por parte da Rússia para influenciar o debate político.

“Os russos usam essa ferramenta porque é relativamente econômica, de baixo risco (…) e está provado que é eficiente para semear discórdia”, explicou Coats.

Coreia do Norte também preocupa

O diretor nacional de Inteligência, Daniel Coats, disse que o líder Kim Jong-un continua mostrando sua “instabilidade” e “natureza provocativa”, o que torna o programa nuclear norte-coreano mais ameaçador.

“Temos que fazer frente ao fato de que se trata de um potencial problema existencial para os EUA”, afirmou. “Nosso objetivo é uma solução pacífica. Estamos usando uma pressão máxima sobre a Coreia do Norte”, disse.

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