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Horrio de vero comea neste fim de semana

Jefferson Klein

Depois da polêmica se iria ou não vigorar neste ano, se iniciará, à zero hora deste domingo, o horário brasileiro de verão 2017/2018, que durará até o próximo dia 18 de fevereiro. Os relógios devem ser adiantados em uma hora no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

Adotado no Brasil continuamente desde 1985, o horário de verão possui o objetivo de conscientizar a população em relação ao aproveitamento da luz natural, além de estimular o uso, de forma racional, de energia elétrica entre os meses de outubro e fevereiro. Recentemente, devido à pouca economia de eletricidade que representa, o governo federal chegou a cogitar fazer uma enquete com a sociedade para definir ou não a realização do horário de verão. No entanto, como o tempo para se alcançar uma definição era curto, a decisão foi postergar essa discussão para uma próxima ocasião.

Em sua última edição, o horário de verão possibilitou ao País uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de pico e de 0,5% no consumo, o que equivale aproximadamente ao consumo mensal de energia de Brasília, com 2,8 milhões de habitantes. Enquanto o consumo é o uso da energia por um determinado período de tempo mais longo, uma hora ou um mês, por exemplo, a demanda é o consumo em um determinado instante, e o seu pico é quando a energia está sendo mais utilizada. A estimativa de economia foi de cerca de R$ 160 milhões, o que representa o custo evitado com o uso de usinas térmicas, necessário para atendimento à ponta de carga no período de vigência.

De fato, o horário de verão representa uma economia de energia, mas não muito expressiva, como comprovam as projeções das principais concessionárias gaúchas. A redução real de consumo esperada para toda a área de concessão da RGE é de cerca de 8.880 MWh na faixa de horário das 19h às 22h, o que equivale ao consumo residencial de uma cidade como Canela por 30 dias. Já na RGE Sul (antiga AES Sul), a diminuição real de consumo estimada é de cerca de 5.880 MWh, o que corresponde ao consumo residencial de uma cidade como Ivoti por 33 dias. Na CEEE-D, a perspectiva da distribuidora é uma redução de 0,7% do consumo, o que corresponde a energia absorvida por um município de cerca de 40 mil habitantes, como Dom Pedrito, enquanto durar o horário de verão. O presidente do Grupo CEEE, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, acrescenta que a queda do pico de demanda deve ficar em torno de 5%. O dirigente considera a medida bem-vinda por fortalecer a segurança quanto ao fornecimento de energia.

Na média, durante as outras estações do ano, as pessoas chegam em casa a partir das 18h, início da noite. Logo, uma das primeiras ações é acender a luz. Na mesma hora, entram em operação a iluminação pública e os luminosos comerciais, por exemplo. No período do horário de verão, as cargas das residências e de iluminação pública passam a operar após as 19h, quando o consumo industrial começa a cair. Ao se deslocar o horário oficial em uma hora, dilui-se por um período maior o momento de entrada em funcionamento desses equipamentos. Dessa forma, o ganho, além da economia, está em afastar os riscos de sobrecarga no sistema elétrico no momento em que o sistema atinge o seu pico de carga coincidente.

A medida foi adotada pela primeira vez no Brasil em 1931, e esta é 43ª edição do horário de verão no Brasil. Em 8 de dezembro de 2008, foi assinado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva o Decreto nº 6.558, que estabelece os padrões para as futuras horas de verão em parte do território nacional.

Segundo o artigo 1º do Decreto nº 6.558, fica instituído que a hora de verão de todos os anos tem início a partir de zero hora do terceiro domingo do mês de outubro, até a zero hora do terceiro domingo do mês de fevereiro do ano seguinte.

Atualmente, vários países fazem mudança no horário convencional para aproveitar a luminosidade do verão. Entre eles estão os países membros da União Europeia, a maioria dos países que formavam a antiga União Soviética, a maioria do Oriente Médio (Irã, Iraque, Síria, Líbano, Israel, Palestina), parte da Oceania (Austrália, em parte do seu território, e Nova Zelândia), a América do Norte (Canadá, Estados Unidos e México), alguns da América Central (Cuba, Honduras, Guatemala, Haiti e Bahamas) e da América do Sul (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile).

 

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