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Hopi Hari reabre para o público com promessas de mais segurança e menos filas | Campinas e Região

Direção diz que haverá quatro técnicos por brinquedo cuidando da manutenção e limitou o número de visitantes a 5 mil por dia.

Hopi Hari, em Vinhedo, abriu apenas para convidados na última sexta-feira (Foto: Luciano Calafiori/G1)Hopi Hari, em Vinhedo, abriu apenas para convidados na última sexta-feira (Foto: Luciano Calafiori/G1)

Hopi Hari, em Vinhedo, abriu apenas para convidados na última sexta-feira (Foto: Luciano Calafiori/G1)

O Hopi Hari reabre neste sábado (5) para o público em geral após quase três meses fechado por conta de uma grave crise financeira enfrentada pelo grupo. O parque de Vinhedo (SP), junto à Rodovia dos Bandeirantes, funcionará entre 11h e 20h30. Os ingressos limitados a 5 mil por dia de funcionamento são vendidos somente pela internet a R$ 150, o passaporte válido para todos os brinquedos, e R$ 40, o estacionamento. A compra conjunta de passaporte e estacionamento sai por R$ 170.

Até a manhã deste sábado ainda havia passaportes disponíveis para compra pela internet. A limitação de 5 mil visitantes, segundo a direção, foi para evitar grandes filas nas atrações. A capacidade máxima do parque, segundo o Corpo de Bombeiros, é de 26 mil visitantes por dia.

Nesta sexta o parque abriu somente para convidados e imprensa, com limite de 500 visitantes, e estava com 85% dos seus brinquedos funcionando. Um dos quatro brinquedos que estava fechado era o Torre Eiffel, onde uma jovem morreu em um acidente em 2012.

De acordo com a administração do parque, os brinquedos que não estão funcionando, além da Torre Eiffel, são: Ekatomb (reabertura em 90 dias), Elektron (60 dias), Evolution (30 dias). A torre só reabrirá em 2018, com mudanças.

A Torre Eiffel, no Hopi Hari (Foto: Luciano Calafiori/G1)A Torre Eiffel, no Hopi Hari (Foto: Luciano Calafiori/G1)

A Torre Eiffel, no Hopi Hari (Foto: Luciano Calafiori/G1)

No evento de sexta-feira, a direção do grupo que controla o parque anunciou reforços na segurança dos brinquedos, que terão quatro funcionários de manutenção cada um, nos dias de funcionamento.

Caso qualquer parte do equipamento apresente problemas, como uma cadeira, todo o brinquedo será interditado. Foi por falta de procedimentos como esse que ocorreu no caso da morte na Torre Eiffel, que tinha uma das cadeiras com defeito e acabou sendo equivocadamente liberada para a jovem que sofreu o acidente fatal.

Outra mudança para a reabertura do parque é a implantação de um cartão interno. Para consumir bebida e alimentação dentro do complexo, o visitante deve comprar o cartão e colocar um valor de crédito nele. Não será permitido o uso de dinheiro no local. A decisão é inédita, de acordo com a administração.

O G1 esteve no parque na manhã de sexta-feira e constatou os valores de alguns alimentos. O hambúrguer tem custo de R$ 27,90 – combo com batata e bebida – e um pedaço de pizza pode ser comprado por R$ 9.

Localizado na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), o Hopi Hari atravessa uma grave crise financeira que culminou com o fechamento do parque no dia 12 de maio. Segundo a Prefeitura de Vinhedo, a dívida de IPTU e ISS com o município chega a R$ 65 milhões, valor contestado pelo parque na Justiça.

A atração chegou a sofrer corte de energia e teve o registro de companhia aberta suspenso pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – não podendo mais, portanto, negociar suas ações no mercado, o que reduz a chance de captar investimentos.

Em fevereiro de 2012, a estudante Gabriela Nishimura morreu ao cair do brinquedo Torre Eiffel. Doze pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público à Justiça pelo crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Três foram condenadas em janeiro deste ano e receberam pena de 2 anos e 8 meses de prisão, revertida em prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de um salário mínimo para entidade social. Cinco foram absolvidos, e quatro aguardam julgamento.

O promotor do caso, Rogério Sanches, afirmou na ocasião que iria recorrer da absolvição de quatro funcionários, e alegou preocupação com a prescrição do processo. Entre outros quatro réus estão ex-diretores e o presidente do parque à época do acidente. Não há prazo para conclusão.

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