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Holloway surpreende e aponta importância de ser hostilizado por torcida brasileira

Escalado para fazer a luta mais importante da carreira no próximo sábado (3), quando vai encarar José Aldo no UFC 212 pelo cinturão linear peso-pena (66 kg), Max Holloway participou de um treino aberto no Rio de Janeiro na última quarta-feira (31) e, como não podia ser diferente, foi hostilizado pela torcida brasileira. Contudo, engana-se quem pensa que as provocações irritaram o havaiano. Pelo contrário. De acordo com ‘Blessed’, sentir o clima da torcida, mesmo que esta esteja apoiando seu adversário, é fundamental para que ele suba tranquilo no octógono.

Durante um media day realizado nesta quinta-feira (1°) na Cidade Maravilhosa, Holloway revelou que sempre aproveita os treinos abertos para sentir o calor da torcida – mesmo que esteja no país de seu rival. Afinal de contas, na visão do havaiano, este contato serve para que não haja surpresas no dia da luta e, consequentemente, nenhuma pressão.

“Eu adoro isso. Foi muito bom ter rolado esse treino aberto. É a mesma coisa quando você vai entrar na piscina ou no mar e coloca o pé antes para ver como que está a água. Agora, eu já sei qual a temperatura, está na hora de cair dentro. Foi legal ver como o público aqui apoia o lutador da casa. Mas, muitos deles estavam falando aquilo com um sorriso no rosto. Então, eles respeitam lutadores e sabem que eu também os respeito. E, no final do dia, nós estamos ali para lutar. Todo mundo vai escolher um lado e isso não me deixa com zangado”, declarou, antes de garantir que não sentiu o peso da torcida e jogar a pressão para Aldo.

“Não sinto pressão alguma. A pressão está nele. A luta é na casa dele, as pessoas ficam falando que seu legado está manchado. Então, toda a pressão está do lado dele. Eu não ligo, no final das contas, eu entrarei lá para fazer o que amo, socar a cara de alguém por 25 minutos sem me sentir mal por isso e apertar a mão dele depois disso”, afirmou.

Após meses de provocação entre os rivais, Holloway mudou o seu discurso e pregou respeito ao campeão peso-pena. O havaiano revelou que já acompanhava as lutas de Aldo desde quando era menor de idade e fez questão de apontar que a hostilidade faz parte do esporte. Afinal, eles estão prestes a saírem na mão.

“Com certeza. As pessoas falam que eu tenho que respeitar isso e aquilo. Cara, eu sempre fui respeitoso a minha vida inteira, por que iria mudar agora? Tudo que eu já falei foram fatos. Eu usei as próprias palavras dele contra ele. Não estou tirando nada dele. Ele fez o que fez, era o cara a ser batido, era um dos melhores e ainda está aqui. Eu tinha 17 anos quando assisti suas lutas e quero enfrentar ele desde então. Hoje estou com 25 anos, então isso já diz bastante sobre ele. Mas, no fim das contas, como eu falei, estamos aqui para lutar. Respeito ele até certo ponto e aí vamos ter que entrar lá para resolver isso. Depois de lutar, eu respeito ele novamente. Isso é negócio. Respeito a sua história. Fiquei sabendo que saiu um filme dele e eu definitivamente quero assistir depois da luta. Ouvi que ele teve uma vida difícil para chegar onde chegou. Mas, como isso é uma luta eu preciso estar confiante, preciso ter certeza do que vou fazer para sair com a vitória. Depois da luta eu aperto a mão dele e, quem sabe, até vou na sua hamburgueria comer alguma coisa com ele. Seria legal. Mas, em primeiro lugar, nós vamos lutar”, contou.

Campeão interino dos pesos-penas, Holloway vem de uma incrível sequência de 10 triunfos seguidos. Aos 25 anos de idade, o havaiano coleciona na carreira um cartel com 17 vitórias e três derrotas.

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