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Grêmio promete esquecer jogo bonito para tentar salvar a temporada

Isadora Neumann / Agência RBS

O Grêmio do primeiro semestre não existe mais, decretou Renato Portaluppi, em entrevista coletiva depois da derrota para o Cruzeiro, a quinta da equipe no segundo turno do Brasileirão. A partir desta sexta-feira, o técnico dispõe de duas semanas para inventar uma nova fórmula de atuar, que permita superar o Barcelona-EQU e chegar à decisão da Libertadores, a grande meta da temporada.

O ponto de partida para a virada será a conversa cara a cara com o grupo de jogadores, que o treinador marcou para a tarde esta sexta-feira, antes do treinamento no CT Luiz Carvalho. Renato quer uma resposta para a falta de interesse no Brasileirão, que fez o time  baixar da segunda para a quarta posição.

Abreviar a volta de Luan é o passo seguinte no projeto de salvar o ano. Renato quer ver o atacante com um mínimo de ritmo de jogo antes da partida em Guayaquil, dia 25. Uma missão difícil de ser executada, pois, na prática, Luan foi vetado para enfrentar o Coritiba, domingo, e, com isso, atuará somente contra o Corinthians, dia 18. Escalá-lo dia 22, mesma data da viagem ao Equador, é considerado arriscado.

Sem atuar pelo Grêmio desde 23 de agosto, Luan está no centro de uma polêmica. Tudo por ter entrado nos minutos finais da partida contra o Botafogo, dia 20 de setembro, pela Libertadores. Para alguns, um contrassenso, já que, na ocasião, ele tratava da lesão muscular na coxa direita.

— Aquela foi uma situação muito mais de entusiasmar o time e a torcida, incendiar o estádio. Foi uma decisão estratégica de Renato, perfeitamente justificável— avaliza o presidente Romildo Bolzan Júnior. 

— Aquele era o jogo do ano, tínhamos que arriscar. Ou o Grêmio se classificava ou a temporada se encerrava ali mesmo— completa outra fonte, que pede para não se identificar.

Como ainda seria preciso esperar mais de um mês até a semifinal da Libertadores, optou-se por retirar o jogador em definitivo de ação. Desde então, Luan alternou trabalhos físicos com fisioterapia. Da lesão muscular, resta hoje apenas uma cicatriz. Ainda assim, a decisão foi deixá-lo fora da viagem a Curitiba.

Para o ex-meia Carlos Miguel, o problema não se explica somente pelos lesionados e exige uma mudança de atitude para ser resolvido. Ele se disse espantado com as facilidades encontradas pelo Cruzeiro na partida de quarta-feira.

— Foi notório que faltou concentração. O Grêmio não marcou, não criou, não jogou. Até parece que o time já ganhou do Barcelona. O risco, se continuar assim, é terminar o ano sem nada— diz Miguel, que cobra aplicação plena no Brasileiro.— O jeito que o time treina é o jeito que ele vai jogar.   

— Não estamos pensando só no dia 25, não. Algumas derrotas aconteceram também pelos méritos do as adversários que enfrentamos. Em momento algum deixamos de pensar no Cruzeiro— contesta o lateral direito Edilson.

Parte dos problemas de movimentação do time, exibidos contra o Cruzeiro, será resolvida com a volta de Ramiro. Recuperado de desconforto muscular, ele tanto poderá ser utilizado no lado direito do campo ou como volante, ao lado de Arthur. Dificilmente, contudo, surgirá uma solução para a ausência de Pedro Rocha, negociado em agosto. Por enquanto, Arroyo, Everton e Fernandinho têm se mostrado insatisfatórios como opção.

A exemplo de Renato, Edilson prega a objetividade como solução para os problemas. O lateral, que espera “uma palavra boa” do técnico durante a reunião de hoje, diz que o Grêmio não deve se preocupar em encantar o Brasil:

— Se der para jogar bonito, tudo bem. Se não, será do jeito que der. Precisamos de vontade, raça e determinação para voltar a vencer os jogos — recomenda.

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