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Giovani dos Santos espera quebrar tabu

Neste domingo (31), a partir das 8h40, acontece a largada da tradicional corrida de São Silvestre, que põe fim ao calendário esportivo no Brasil. Neste ano, a prova terá a participação de 30 mil corredores inscritos. Disputada nas principais ruas da cidade de São Paulo, a prova de 15 km chega à sua 93ª edição, com a expectativa de que algum brasileiro vença e quebre o tabu que já dura seis anos – no caso das mulheres já são 11 anos. Neste período apenas quenianos e etíopes subiram no lugar mais alto do pódio, despertando nos corredores nacionais um desafio a mais: derrubar essa hegemonia africana.

Dentre os brasileiros que disputarão a prova, quem tem mais condições de realizar essa complicada “missão” é o fundista mineiro Giovani dos Santos. Quarto colocado da São Silvestre em três oportunidades (2010, 2013 e 2016), o atleta subiu no pódio da prova, nos últimos cinco anos, com outros três quintos lugares.

“Como brasileiro, sigo aquele ditado popular de não desistir nunca. Já ganhei quase todas as provas de rua no Brasil, mas falta a São Silvestre. Darei o meu máximo, vou até onde minhas pernas aguentarem e espero que isso seja o suficiente”, garante o corredor, que enfrentará nomes como os quenianos Paul Lonyangata, campeão da Maratona da Paris neste ano, e Stanley Biwott, campeão da São Silvestre e da Maratona de Nova York em 2015.

Vindo do hexacampeonato da Volta Internacional da Pampulha, no início do mês, Giovani faz questão de explicar porque ele não consegue repetir o resultado na São Silvestre. “Cada prova tem sua particularidade. O pessoal acha que por ser mais curta, a São Silvestre é uma prova mais fácil, mas esquecem que este fato também implica em um ritmo mais forte entre os competidores. Além disso, na Volta da Pampulha, o trajeto é plano, e em São Paulo temos grandes variações. Tanto é que no ano passado meu erro foi na estratégia. Comecei muito forte e faltou perna na subida da Brigadeiro”, conta Giovani.

Aliança. Giovani, inclusive, prega que os brasileiros deveriam se unir para tornar um pouco mais fácil a missão de quebrar o jejum de título. “Uma forma de tornar a disputa um pouco mais equilibrada seria se os brasileiros trabalhassem como equipe, alternando o puxador e mantendo vivo quem estiver com mais fôlego durante a prova. Acredito que, desta forma, tenhamos mais chance para desbancar os africanos. O importante é que no fim um brasileiro ganhe. Vou ficar feliz do mesmo jeito”, confessa.

 

Brasileira já traçou estratégia para surpreender

Em novembro, a brasileira Joziane Cardoso venceu os 10 km da corrida Eu Atleta, no Rio de Janeiro. Nesta prova, ela superou as estrangeiras que haviam vencido as cinco edições anteriores, o que a faz acreditar em uma maior chance de chegar ao lugar mais alto na São Silvestre, que tem as africanas como principais favoritas.

A tática será tentar permanecer ao lado das concorrentes do início ao fim. “Precisarei estar em contato com o primeiro pelotão. Se elas abrirem muito, fica complicado. A primeira parte da prova é muito rápida, terei que sofrer para manter esta proximidade. Tentarei incomodar para dar o bote na hora certa”, pontua a brasileira.

Diferença

Pesa muito. Para Joziane Cardoso, o investimento é o grande diferencial para fazer as africanas seguirem tão a frente nos últimos anos. “Ninguém quer ajudar ou patrocinar. Na hora de cobrar resultado, muita gente aparece. Se continuarmos neste ‘feijão com arroz’, vai ficar complicado e não vamos muito longe. Somos capazes de vencer as africanas, mas a realidade é muito distinta. Acho que alguns preferem bajular as gringas e ver as brasileiras fora do pódio”, desabafa a atleta. 

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