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Filho de desembargadora e presidenta do TRE/MS preso com drogas e arma

Nélio Brandão

Breno Fernando Solon Borges, 37 anos, foi preso no sábado (8) com 130 quilos de maconha, uma pistola nove milímetros e 199 munições de fuzil calibre 762, de uso exclusivo das Forças Armadas. Dono de uma serralheria em Campo Grande e monitorado há 15 dias pela Polícia Federal, ele foi preso ao ser abordado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) na BR-262, perto de Água Clara. A revelação de que ele era filho da desembargadora Tânia Garcia de Freitas Borges, presidente do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) e integrante do pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul,  foi divulgada ontem à tarde pelo site Consultor Jurídico.

Tribunal solta filho de desembargadora preso com 130 quilos de maconha, arma e munições

Conforme a revista eletrônica, autoridades revelaram que o empresário usou o nome da mãe para não ser revistado e preso. As drogas e as munições estavam sendo transportadas no reboque, que levava uma motocicleta Honda CBR 1000. Breno, a namorada de 18 anos e um serralheiro foram presos e encaminhados para a delegacia da Polícia Federal em Três Lagoas.

Breno é um dos três filhos da presidente do TRE-MS. Ele é considerado problema para a mãe, que nunca interferiu para livrá-lo das confusões em que se meteu. A prisão no fim de semana foi a segunda deste ano. No dia 24 de fevereiro deste ano, o empresário foi preso por porte ilegal de arma ao retornar do Paraguai com uma pistola. Na ocasião, à PRF, ele alegou que tinha comprado a arma para a defesa pessoal.

Foi detido e liberado após pagar fiança. No dia 31 de março deste ano, o MPE (Ministério Público Estadual) formalizou a denúncia com base no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento. O interessante é que sábado ele portava outra pistola nove milímetros.

Em 2015, conforme o site do Tribunal de Justiça, ele foi condenado por receber R$ 4 mil e não entregar o serviço, a confecção e a instalação de cinco portões de elevação. Desde a sentença, o oficial de Justiça não o encontrou para penhorar os bens e garantir a restituição da empresa vítima.

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