You are here

Fiéis da IURD queixam-se de estarem a ser perseguidos – Portugal

Casos das adopções estão a deixar marcas nos seguidores da religião que se queixam de ser ameaçados e mesmo agredidos fisicamente.

As suspeitas sobre os métodos de adopção da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) estão a causar consequências nos seguidores. Há relatos de humilhações públicas, queixas numa escola devido à forma como uma professora terá tratado uma criança, ameaças físicas e verbais, perda de clientes nos negócios, folhas de papel nas caixas de correio com ameaças escritas e templos vandalizados com frases pejorativas.

Estas situações terão começado aos fiéis da IURD após as reportagens da TVI sobre um alegado esquema de adopções ilegais na Igreja. Segundo a sequência de programas, na década de 90 do século XX algumas crianças foram adoptadas por elementos desta congregação quando estavam num lar. Acções que estão agora a ser investigadas pelo Ministério Público que procura saber se os procedimentos da altura foram correctos.

Os fiéis desta igreja, alheios aos acontecimentos, dizem estar a sofrer o impacto dessas reportagens na pele, afirmando estarem a ser alvo de humilhações e até de agressões, mais verbais do que físicas.

Recentemente um dos membros da direcção da IURD publicou um anúncio de uma página em vários jornais que alertava para aquilo que chamava de “mentiras grosseiras e manipulações maldosas, das quais tem vindo a ser alvo [a IURD], geradoras, aliás, de incitamentos à violência, que já gerou a prática de actos criminosos incidindo sobre pessoas e bens”.

Entre as queixas feitas por alguns dos frequentadores desta igreja ao DN está a de uma criança de 7 anos que terá ouvido a professora dizer que a IURD é “a igreja dos tolinhos”

“A professora tinha conhecimento que professo a minha fé na IURD e alguma vezes terá feito alguns comentários relacionados com a religião de forma crítica. Vivíamos no Centro do país quando surgiram estas reportagens e, na aula, uma criança questionou a professora: “Existe uma Igreja que está a roubar os meninos?” E a professora dirigiu-se ao meu filho Tiago dizendo: “O teu pai pertence a essa Igreja?” Ele disse que sim e a partir daí notámos uma indiferença dos colegas. Ele deixou de ter vontade de ir para a escola”, recordou o pai do menino que informou que a família apresentou queixa da professora à direcção da escola e que se mudaram para Lisboa para evitar que situação se repetisse.

DN soube ainda de duas vizinhas que moram em Almada e que receberam na caixa de correio folhas de papel em que puderam ler ameaças e considerações sobre a IURD e as adopções referidas nas reportagens da TVI.

Já uma família queixa-se de que o pai da mesma foi agredido com um murro por pertencer à igreja. Não fizeram queixa, mas também não voltaram ao bairro.

Source

Related posts