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Fechamento de unidades da Farmácia Popular afetará pacientes do Alto Tietê | Mogi das Cruzes e Suzano

Até agosto, governo federal vai fechar unidades próprias do programa e repasse será feito às secretárias municipais de Saúde.

Governo Federal vai fechar unidades do programa Farmácia Popular

Governo Federal vai fechar unidades do programa Farmácia Popular

Até agosto, o governo federal vai fechar todas as unidades próprias do Programa Farmácia Popular. O dinheiro gasto com elas vai agora para as secretarias municipais de Saúde que devem aumentar o estoque de remédios para compensar o fechamento das unidades.

Em Poá, essa mudança está pegando muita gente de surpresa. Quem vai até a unidade já não encontra remédios. “A resposta que deram é que não tem os medicamentos e que vai fechar”, disse o aposentado Pedro Rodrigues Cunha.

O aviso informa o público que falta pouco para o encerramento das atividades das unidades da Farmácia Popular, que disponibiliza medicamentos gratuitamente ou pelo valor de custo.

O governo federal anunciou que, a partir de agosto, vai destinar R$ 100 milhões anuais, que antes iam para a Farmácia Popular, para estados e municípios fazerem a compra direta de medicamentos oferecidos, por exemplo, nos postos de saúde.

O governo federal defende que a medida ampliará o acesso da população aos medicamentos, já que, em 2016, apenas 20% da verba repassada ao programa Farmácia Popular foi para a compra de remédios, o restante, segundo o Ministério da Saúde, foi para gastos com a infraestrutura de unidades, como a de Poá.

Tem gente que não concorda com a medida, principalmente, os que não querem ter que ir aos postos de saúde. “Nos postos de saúde é um descaso tremendo. Não tem remédio e o atendimento é péssimo. Pessoas incapazes em frente, atendendo a gente”, disse a aposentada Jesuíta Santos Amaral.

Enquanto uns vão sentir falta, outros estão longe disso. É o caso de um asilo que atende a 43 idosos. As funcionárias fazem a separação diária porque todos tomam remédios. Mas nenhum vem da Farmácia Popular. “Eu pego a medicação na rede básica nos postos. Todos estão disponíveis. O que tem de graça na Farmácia Popular, também tem no posto. Alguns medicamentos quando estão em falta, retiro quando for reestabelecido”, explica a cuidadora Izabel Tomaz.

Segundo a direção do asilo, 25% dos remédios usados são manipulados, o que segundo a Izabel sai mais barato do que comprar na Farmácia Popular, mesmo com o desconto por lá.

Os outros 75 % dos medicamentos não têm custo, já que saíram de postos de saúde. Por isso a cuidadora, aprovou a mudança do destino dos repasses. “Se for bem fiscalizado e funcionar, está ótimo.”

O Ministério da Saúde explica ainda que a rede própria da Farmácia Popular vai ser fechada, mas o projeto “Aqui tem Farmácia Popular” que funciona dentro de farmácias privadas, continua normalmente e vai ser, inclusive, ampliado.

A Prefeitura de Poá disse que essa rede credenciada tem parceria com sete drogarias da cidade, mas não se manifestou sobre a falta de remédios, como disse uma das entrevistadas. Informou apenas que estuda incorporar nos postos de saúde os remédios da Farmácia Popular que ainda não fazem parte da rede municipal.

Farmácia Popular de Poá (Foto: Reprodução/TV Diário)Farmácia Popular de Poá (Foto: Reprodução/TV Diário)

Farmácia Popular de Poá (Foto: Reprodução/TV Diário)

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