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Exército e polícia mantêm cerco à favela da Rocinha no Rio de Janeiro


Portugal Digital com agências


Foto: Fernando Frazão/ABr

Até ao final do dia de sábado (23), as operações militares e policiais iniciadas na última sexta-feira resultaram na morte de três pessoas, um jovem ferido, nove prisões e a apreensão de 18 fuzis e 7 granadas, segundo o site G1.

O delegado titular da 11ª Delegacia Policial (Rocinha), Antônio Ricardo, disse sábado (23), no Rio de Janeiro, que a prisão de Rogério Avelino da Silva, conhecido como Rogério 157, poderia ocorrer a qualquer momento.

Para o policial, Rogério 157 está “sufocado” pelas operações integradas realizadas na favela da Rocinha e tenta se deslocar o tempo inteiro, inclusive com saída da comunidade.

“Ele vai para a mata, para a favela, vai para o asfalto, então a prisão pode acontecer a qualquer momento”, frisou, citado pela Agencia Brasil. Afirmou que a polícia vem recebendo informações sobre a ação de criminosos e a presença de armas e drogas.

Para o delegado, o fato de conhecer a área da comunidade facilita o deslocamento do traficante, apesar da forte presença de agentes de segurança estaduais e federais.

“É um marginal que conhece toda a topografia, isso facilita muito a fuga dele”, opinou.Rogério 157 está sendo procurado por envolvimento na disputa com o seu ex-chefe Antônio Francisco Bonfim Lopes, o traficante Nem, pelo comando da venda de drogas na Rocinha, na zona sul do Rio.

No domingo passado (17), um grupo ligado a Nem, que está preso na penitenciária federal de Porto Velho, em Rondônia,  região norte do Brasil, tentou recuperar o poder na Rocinha e houve intenso tiroteio entre os dois grupos da mesma facção. Desde então, a polícia faz operações para prender Rogério 157.

Antônio Ricardo, responsável pelo inquérito policial sobre a ação dos criminosos na disputa pelo tráfico na favela, confirmou que Rogério 157 estava fora da comunidade e voltou na tarde de ontem, junto com integrantes de seu grupo, em um táxi. Ele teria entrado por um dos acessos à favela pelo bairro do Horto, também na Zona Sul, depois de seus comparsas terem rendido um motorista de táxi no Jardim Botânico, bairro próximo ao Horto.

“Sim, é um relato verídico e bate com a nossa investigação. Ele retornou para a favela. Não quer perder o controle da comunidade”, argumentou.

Inquérito

O delegado informou ainda que todos os criminosos envolvidos na tentativa de retomada do poder na Rocinha – da quadrilha do Nem e do bando de Rogério 157 e ainda associados no Morro de São Carlos, da Pedreira e da Vila Vintém – estão respondendo ao inquérito. “Todos esses marginais que têm liderança nessas comunidades responderão também pelo inquérito policial”, disse.

O policial acrescentou que houve uma mudança de estratégia e, por enquanto, foi afastada a possibilidade de pedir um mandado coletivo de busca na favela, o que permitiria a entrada de agentes em qualquer residência da Rocinha, sem identificação específica de uma pessoa que esteja sendo procurada.

“Nós mudamos a estratégia. Por ora, não vamos pedir um mandado de busca nominado como coletivo. Foi uma mudança de estratégia e continuaremos, por enquanto, sem pedir esse mandado de busca”, disse.

A semana passada, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), por medida liminar, suspendeu decisão de um desembargador do Rio  de Janeiro, que tinha autorizado as forças policiais a entrar em qualquer residência da favela, sem mandado judicial específico, o que, de acordo com a decisão provisória (até julgamento pelo plenário do STJ), viola preceitos constitucionais.

O delegado confirmou, entretanto, que recebeu denúncia de uma moradora dque teve a casa invadida por agentes policiais, sem o acompanhamento de um mandado de busca. “Chegou um relato de invasão de residência e estamos apurando o que realmente ocorreu”, admitiu.

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