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Ex-presidente da Guatemala é detido por caso de corrupção

Álvaro Colom é acusado de participar de um caso de corrupção conhecido como “Transurbano”, nome do modelo de transporte implementado entre 2008 e 2012

Por
EFE

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13 fev 2018, 14h57

Cidade da Guatemala – O ex-presidente da Guatemala, Álvaro Colom, foi detido nesta terça-feira acusado de participar de um caso de corrupção conhecido como “Transurbano”, nome do modelo de transporte urbano implementado no governo do partido União Nacional da Esperança (UNE), entre 2008-2012.

Colom, que chegou ao tribunal rodeado por uma nuvem de jornalistas, está acusado dos crimes de fraude e peculato nesta trama, que investiga um possível desvio de fundos.

O ex-presidente guatemalteco é esperado esta semana em Honduras como representante especial da Organização dos Estados Americanos (OEA) para dirigir a mesa de trabalho entre o governo do presidente Juan Orlando Hernández e a Missão de Apoio Contra a Corrupção e a Impunidade em Honduras (MACCIH).

O Ministério Público e a Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (Cicig) efetuam hoje 14 mandados nos quais buscam deter várias pessoas, entre elas membros do gabinete do ex-mandatário.

Até o momento, as autoridades confirmaram as capturas dos ex-ministros Juan Alberto Fuentes Knight (Finanças), Salvador Gándara Gaitán (Governo), Ana Francisca del Rosario Ordóñez (Educação), Abraham Valenzuela (Defesa), Edgar Alfredo Rodríguez (Trabalho), Óscar Velásquez (Economia), Celso David Cerezo Mulet (Saúde), Gerónimo Lancerio Chingo (Cultura) e Luis Alberto Ferraté (Meio Ambiente).

O Transurbano é um sistema de transporte público da Cidade de Guatemala operado pelo Sistema Integrado Guatemalteco de Ônibus e impulsionado pelo governo da Guatemala durante o governo de Colom e a Associação de Empresários de Ônibus Urbanos, e é pago com um cartão.

As autoridades não especificaram até o momento mais detalhes deste caso nem os crimes pelos quais os detidos foram acusados.

Em sua chegada ao tribunal, Fuentes Knight disse que quando ele deixou o cargo pediu que se averiguassem supostas “anomalias” que começavam a surgir na empresa que operava o serviço de transporte.

“Quando eu renunciei eu exigi que se iniciasse uma investigação e que não se canalizassem mais recursos ao Transurbano, à empresa em particular”, destacou, acrescentando que não denunciou nada porque então não tinha informação suficiente.

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