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Ex-camisa 10 do PSG, Souza fala sobre transferência de Neymar: “Não teria ido” | futebol

A transferência de Neymar para o Paris Saint-Germain divide opiniões pelo mundo. Para uns, o craque brasileiro acertou em deixar o Barcelona, para outros, a permanência no clube catalão seria a melhor escolha. O GloboEsporte.com ouviu um meia que já vestiu a camisa 10 da equipe parisiense. Após seis temporadas no São Paulo, o alagoano Souza trocou o Tricolor pelo PSG em 2008. Ele opinou sobre a escolha de Neymar.

– Analisando aquilo que ele falou, eu acredito que ele foi mais pelo desafio novo, porque em termos de aparecer e ser o melhor do mundo eu acho mais fácil no Barcelona do que no PSG. A gente sabe que no Barcelona ele era um cara que ajudava o Messi e agora isso vai se inverter. No Paris Saint-Germain ele vai ser o cara, vão ter que ajudá-lo. Mas eu particularmente não teria trocado, até pelo futebol do Barcelona, o jeito que o Barcelona joga … Eu acho que do jeito que o Barcelona joga e com os três atacantes [Messi, Suárez e Neymar], que favoreciam também o Neymar, ele já estava adaptado. Mas acredito que o cara é movido por desafios e vendo por esse lado acredito que ele terá muito sucesso. Se ele fizer 20% daquilo que estava fazendo no Barcelona, acredito que ele tem tudo para ser o grande jogador do PSG – comentou o meia, de 38 anos.

Souza disse que a ida para Paris representou a realização de um sonho. Ele iniciou a carreira no CSA em 1998 e, aos poucos, foi subindo de patamar no futebol. A transferência do jogador alagoano do São Paulo para o PSG girou em torno de € 4 milhões de euros. Foram 17 jogos na França.

– Foi maravilhoso, acabei realizando um sonho de infância, que era jogar na Europa. Acho que é o sonho de todo jogador. Todo menino que decide ser jogador, quer jogar num grande clube da Europa. Pra mim foi a realização de um sonho e também uma realização pessoal, por ter conseguido tudo aquilo que eu almejava quando era criança.

Alcançado o objetivo, o meia teve que superar outro problema que é comum aos jogadores que tentam a vida na Europa: a adaptação. Para ele, aquela nova fase tão longe de casa não foi fácil.

– A adaptação é sempre difícil, principalmente quando se vai para outro país, um outro idioma. O lugar mais longe que eu tinha conhecido até então era nos jogos da Libertadores. E a primeira vez em Paris, então a adaptação é sempre difícil. Uma nova cultura é muito complicada, mas com o jeitinho brasileiro, pra quem viveu na beira da lagoa, pra quem passou fome, a adaptação a uma cidade como Paris a gente acaba tirando de letra.

Se Neymar conta com a ajuda de outros brasileiros no elenco do PSG, Souza não esquece o apoio que teve de alguns companheiros na França. Para ele, além de um brasileiro, contar com a ajuda de um português e um colombiano foi muito importante.

– Quando eu cheguei lá, tinha o Ceará. A gente tinha jogado contra quando ele jogava no Internacional [o Souza havia atuado pelo Grêmio], foi um cara que me ajudou bastante. Também tinha um português, chamado Pauleta, que também foi um dos caras que me ajudou, teve ainda um colombiano, que chamava Yepes. Mas a maior dificuldade foi a cultura do jogo, a cultura do jogador francês, é um povo mais frio, conversa ali, mas quando acabava o jogo parecia que ninguém se conhecia. Mas nesse ponto [de receptividade], eu tive ajuda, sim. Ajuda de alguns brasileiros, além desse colombiano e esse português.

Souza comemorou o fato de Neymar usar a camisa 10 do Paris Saint-Germain.

– Motivo de orgulho. A gente viu que teve alguns memes nas redes sociais, mas sem querer comparar porque o Neymar é craque, está entre os melhores jogadores que eu tive a oportunidade de jogar.

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