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Estudante da USP acusado de estuprar colega obtém registro de médico em Pernambuco | São Paulo

Daniel Tarciso foi alvo de protestos na Universidade de São Paulo por parte de estudantes que não queriam que ele colasse grau.

Estudantes protestaram contra colação de grau de Daniel em novembro de 2016 (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)Estudantes protestaram contra colação de grau de Daniel em novembro de 2016 (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

Estudantes protestaram contra colação de grau de Daniel em novembro de 2016 (Foto: Paula Paiva Paulo/G1)

O ex-estudante da USP Daniel Tarciso Cardoso, acusado de estuprar uma estudante de enfermagem, conseguiu o registro médico no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco. Segundo o órgão, ele apresentou os documentos necessários, inclusive diploma, e o cadastro consta como regular desde abril.

O médico é réu em um processo sob acusação de cometer estupro numa festa da Universidade de São Paulo. Ele foi acusado de estupro em 2012. Segundo o Ministério Público, a vítima contou que tomou um copo de bebida alcóolica. Daniel colocou uma droga no copo e, logo depois, ela perdeu quase totalmente os sentidos.

O caso provocou protestos na Faculdade de Medicina (FMUSP) por parte de estudantes que pediam que a universidade não permitisse que o então estudante colasse grau. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) chegou a se manifestar afirmando que negaria o pedido de registro enquanto não tivesse acesso à sindicância da universidade para apurar o caso.

O advogado Daniel Casagrande, que representa Daniel Tarciso, disse não ter conhecimento se Daniel está exercendo a medicina em Pernambuco. Segundo ele, o médico foi absolvido em primeira instância no processo que ainda não foi finalizado. O advogado diz que Tarciso não cometeu o crime pelo qual é acusado.

“A Justiça de primeiro grau já reconheceu a inocência de Daniel. Foram ouvidas dezenas e dezenas de testemunhas. Após três sindicâncias na FMUSP, não se reconheceu que ele tenha praticado estupro”, disse.

Daniel foi policial militar de 2004 a 2008. Ele foi processado por homicídio depois de matar Danilo Bezerra da Silva em uma briga durante o carnaval, em 2004. A Justiça considerou legítima defesa e por isso ele recebeu uma pena de um ano de detenção, que acabou sendo anulada pela Justiça.

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