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Emir do Catar se diz disposto a dialogar para solucionar crise do Golfo | Mundo

Em primeiro pronunciamento desde o início de crise diplomática, Sheik Tamim Ben Hamad Al Thani estabeleceu condição de ‘que se respeite a soberania e a vontade de cada Estado’. Quatro países cortaram relações e impuseram exigências ao Catar, acusado de apoiar terrorismo.

Imagem retirada de vídeo mostra o emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad al-Thani, durante pronunciamento transmitido pela TV, na sexta-feira (21) (Foto: HO/Qatar TV/AFP)Imagem retirada de vídeo mostra o emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad al-Thani, durante pronunciamento transmitido pela TV, na sexta-feira (21) (Foto: HO/Qatar TV/AFP)

Imagem retirada de vídeo mostra o emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad al-Thani, durante pronunciamento transmitido pela TV, na sexta-feira (21) (Foto: HO/Qatar TV/AFP)

O emir do Catar afirmou nesta sexta-feira (21) estar disposto ao diálogo, com algumas condições, para solucionar a crise do Golfo, entre seu país e a Arábia Saudita e seus aliados.

“Estamos abertos ao diálogo para solucionar os problemas pendentes”, declarou Sheik Tamim Ben Hamad Al Thani em um discurso televisionado, o primeiro desde o início da crise, em 5 de junho.

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito romperam as relações diplomáticas com o Catar, acusado de apoiar o terrorismo e de aproximação com o Irã, grande rival regional do reino saudita.

O chefe de Estado catariano colocou como condição para o diálogo “que se respeite a soberania e a vontade de cada Estado”.

“A solução não deve chegar na forma de imposições, e sim de compromissos comuns e obrigatórios para todas as partes”, acrescentou.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, disse nesta sexta-feira que estava “satisfeito” com os esforços do Catar.

Ao receber no Departamento de Estado seu homólogo de Omã, Yusef ben Alaui ben Abdalah, ministro de um país do Golfo que se mantém neutro no conflito, Tillerson apontou “uma evolução positiva” desde sua viagem à região há dez dias.

Ele elogiou que Doha “tenha posto rapidamente em vigor o acordo firmado entre Catar e Estados Unidos para reduzir os temores em matéria de terrorismo, seu financiamento e contra-terrorismo”.

“Estamos satisfeitos com os esforços que fizeram”, disse Tillersom, criticado por outras potências do Golfo – principalmente Arábia Saudita e Emirados Árabes – por ter dado a impressão de ter se alinhado com o Catar.

“Espero que os quatro países (Arábia Saudita, Emirados Árabes, Egito e Bahrein) vejam nisso um sinal de boa vontade e suspendam o bloqueio, que realmente tem um impacto sobre o povo do Catar”, reclamou Rex Tillerson.

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