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‘Em estado de choque’, diz mãe de brasileiro que fugiu de tiroteio em escola na Flórida | Mundo

Gustavo Capone, que estuda na escola em que houve houve tiroteio nesta quarta-feira (14), e sua mãe Priscilla Capone (Foto: Arquivo Pessoal)Gustavo Capone, que estuda na escola em que houve houve tiroteio nesta quarta-feira (14), e sua mãe Priscilla Capone (Foto: Arquivo Pessoal)

Gustavo Capone, que estuda na escola em que houve houve tiroteio nesta quarta-feira (14), e sua mãe Priscilla Capone (Foto: Arquivo Pessoal)

Um brasileiro de 17 anos pulou a cerca da Stoneman Douglas High School na tarde desta quarta-feira (14) depois que percebeu que havia um atirador em sua escola.

Gustavo Capone havia saído da sua sala calmamente, junto com outros alunos, porque soou um alarme de incêndio na escola. Mas do lado de fora do prédio viu policiais armados chegando e escutou um segundo alarme, que desta vez alertava para um tiroteio. Então correu para a sua casa, que fica a uma quadra dali.

Polícia responde a relato de tiroteio com feridos em escola nos EUA

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O alarme de incêndio foi disparado por volta das 14h30 do horário local, pouco antes do final das aulas, e os tiros começaram em seguida. O tiroteio deixou 17 mortos. Até às 19h, Priscilla Capone, mãe de Gustavo, ainda via uma grande presença policial em frente à sua casa.

“Ele está em estado de choque. Muito, muito, muito triste e acha que vários amigos vão voltar para o Brasil”, conta.

“É difícil dizer como estamos nos sentindo, porque a gente sabe que essas coisas acontecem aqui nos Estados Unidos principalmente, mas a gente nunca acha que vai acontecer na escola do seu filho”, afirma.

Brasileira Priscilla Capone vê presença policial em frente à sua casa, a uma qadra da Stoneman Douglas High School, na Flórida (Foto: Priscilla Capone)Brasileira Priscilla Capone vê presença policial em frente à sua casa, a uma qadra da Stoneman Douglas High School, na Flórida (Foto: Priscilla Capone)

Brasileira Priscilla Capone vê presença policial em frente à sua casa, a uma qadra da Stoneman Douglas High School, na Flórida (Foto: Priscilla Capone)

“Eu não paro de pensar nos pais. Não consigo imaginar a dor que esses pais estão tendo agora, que estão todos lá no hospital.”

Segundo Priscilla, a Stoneman Douglas High School tem cerca de 50 alunos brasileiros e muitos estrangeiros. Ela diz que seu filho pretende continuar no país para fazer faculdade.

Familiares rezam em frente à escola Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, na Flórida, onde um tiroteio deixou mortos e feridos (Foto: Amy Beth Bennett/South Florida Sun-Sentinel via AP)Familiares rezam em frente à escola Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, na Flórida, onde um tiroteio deixou mortos e feridos (Foto: Amy Beth Bennett/South Florida Sun-Sentinel via AP)

Familiares rezam em frente à escola Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, na Flórida, onde um tiroteio deixou mortos e feridos (Foto: Amy Beth Bennett/South Florida Sun-Sentinel via AP)

Gustavo contou à sua mãe que depois de se abrigar em casa falou com seu melhor amigo, que presenciou o tiroteio e disse estar traumatizado. O amigo de Gustavo disse que alguns alunos baleados entraram na sala em que ele estava refugiado.

“As crianças estão extremamente traumatizadas. Não sei quanto tempo vai levar para passar esse trauma”, diz Priscila.

Priscilla recebeu uma mensagem da escola dizendo que não haverá aulas até segunda ordem.

O atirador foi identificado como Nikolas Cruz, um ex-aluno da Stoneman Douglas High School. Ele tem 19 anos e, segundo as autoridades, tinha sido expulso da escola por motivos disciplinares. Cruz portava um rifle AR-15 e agiu sozinho.

O brasileiro não conhecia o atirador.

Ex-goleiro do Palmeiras conta que a filha ficou trancada na sala por volta de 3 horas

Ex-goleiro do Palmeiras conta que a filha ficou trancada na sala por volta de 3 horas

O ex-goleiro do Palmeiras Bruno Cardoso também tem uma filha que estuda na Stoneman Douglas High School e estava na aula no momento do tiroteio. Bruno contou à GloboNews que sua filha ficou trancada na sala por volta de 3 horas, sendo uma hora dentro de um armário. Assista ao vídeo acima.

Segundo Bruno, o tiroteio ocorreu em um prédio que era para sua filha ter aula, mas naquele momento assista à aula em outro lugar. “Graças a Deus era uma das salas mais seguras, porque é uma sala que tem uma porta que dá para várias outras salas. Então deu para se esconder legal”, disse.

“Elas ficaram mais de uma hora dentro do armário e depois chegou um policial da SWAT e ficou de plantão na porta da sala dela esperando acalmar tudo”, acrescentou.

Segundo Bruno, o professor de geografia da sua filha morreu ao proteger alguns alunos dos tiros.

O goleiro soube do tiroteio por seu outro filho que estuda na escola vizinha, e por precaução também ficou em lockdown (quando a escola é fechada) por cerca de três horas. Só conseguiu falar com a sua filha cerca de 20 minutos depois.

Bruno também contou que como no mesmo dia já havia sido realizado um treinamento de incêndio na escola, quando o alerme de incêndio soou todo mundo pensou que era um outro treinamento.

Alunos saem do prédio de escola em Parkland em que ocorreu tiroteio nesta quarta-feira (14) (Foto: WPLG-TV via AP)Alunos saem do prédio de escola em Parkland em que ocorreu tiroteio nesta quarta-feira (14) (Foto: WPLG-TV via AP)

Alunos saem do prédio de escola em Parkland em que ocorreu tiroteio nesta quarta-feira (14) (Foto: WPLG-TV via AP)

Tiroteio em escola em Parkland (Foto: Igor Estrella/G1)Tiroteio em escola em Parkland (Foto: Igor Estrella/G1)

Tiroteio em escola em Parkland (Foto: Igor Estrella/G1)

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