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Em Congresso do PT, Dilma critica Temer e pede eleições diretas

BRASÍLIA  –  A ex-presidente Dilma Rousseff não poupou críticas ao presidente Michel Temer durante sua fala na abertura do Congresso Nacional do PT, que acontece na noite desta quinta-feira em Brasília. Em seu discurso, Dilma defendeu a realização de eleições diretas, caso Temer renuncie, seja cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou sofra um processo de impeachment, e afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa ter o direito de se candidatar ao comando do Palácio do Planalto se for de sua vontade.

“Perder eleição não é vergonha para ninguém. Vergonha é vencer no tapetão, sem votos. Está em curso uma tentativa sistemática de criminalização do PT, com o objetivos de nos enfraquecer”.

Na avaliação de Dilma, para que a crise política e econômica seja superada, é necessário uma eleição direta, que considere a vontade dos eleitores brasileiros. “Queremos Diretas Já por uma questão de sobrevivência do país. Não podemos aceitar que inviabilizem Lula como candidato. Não estou dizendo que, se ele concorrer, é vitória garantida, mas ele tem que ter o direito de ser candidato”.

Em sua fala, Dilma fez críticas às medidas adotadas pelo governo Temer, afirmando que o “principal objetivo dos articuladores do seu impeachment era enquadrar o Brasil econômica, política, social e geopoliticamente”. A ex-presidente fez críticas firmes a agenda reformista proposta pelo sucessor e atribuiu o seu afastamento a um desejo do seus opositores de impedir que esquemas de corrupção que os envolvesse fossem desmantelados. “Eles suspenderam a democracia ao implementar um golpe parlamentar para estancar a sangria. Queriam evitar ameaças que pudessem incriminá-los”.

A ex-presidente destacou a necessidade de o governo ter uma reforma política profunda e avaliou que o Brasil continuará “ingovernável” enquanto não forem feitas mudanças no sistema político e sem a democratização dos meios de comunicação.

Antes de encerrar sua fala de quase 30 minutos, Dilma brincou com a militância e reforçou seu apoio a uma eventual candidatura de Lula. “Meu candidato é Lula para presidente”.

Mais cedo, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, também fez um discurso em apoio às eleições diretas. Ele negou que oficializará durante o Congresso a candidatura de Lula às eleições presidenciais, mas disse que o partido deve usar o evento para combater as tentativas de impedir que o ex-presidente seja candidato ao comando do Palácio do Planalto. “É vital garantir que o presidente Lula possa ser candidato. Não só pelo nome, ou pelo PT, mas pelo programa que vamos apresentar para o Brasil”.

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