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Dores crônicas atingem 37% dos brasileiros – notícias de Mais Seções



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A dor crônica é relatada por 37% dos brasileiros, aponta pesquisa da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED). Os dados desse estudo foram debatidos no 4º Congresso da Sociedade Brasileira de Médicos Intervencionistas em Dor (Sobramid), que terminou ontem em Campinas. Métodos inovadores, como uso de estímulos elétricos com tecnologia sem fio, também estiveram na pauta do encontro, que reuniu mais de 200 profissionais especializados no tratamento deste tipo de dor que persiste por, no mínimo, três meses.

O anestesiologista Charles Amaral de Oliveira, presidente da Sobramid, aponta que a dor aguda, que ocorre de forma pontual, não deve ser negligenciada, pois é dela que se formam os casos crônicos. “A dor aguda acusa de que algo de errado está no corpo e isso é um sinal de alerta. A dor crônica deixa de ser um sinal e passa a ser a própria doença. E ela vai levando a um desdobramento, que é estresse, ansiedade e depressão, que agravam a dor”, explica. “A dor, por sua vez, piora os quadros depressivos. Você entra nesse ciclo vicioso, que precisa ser interrompido.”

A pesquisa mostra que a faixa etária média de ocorrência da dor é 41 anos. Em relação ao sexo, as mulheres são maioria entre os relatos de dores crônicas na maior parte das regiões do País. Foram entrevistadas 919 pessoas de todas as regiões, respeitando a densidade demográfica e a heterogeneidade da população apontadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma das técnicas de tratamento discutidas no congresso foi a neuromodulação com uso de tecnologia wireless. A estimulação elétrica para tratamento da dor já é conhecida, mas a possibilidade de não usar fios para acionar os eletrodos traz praticidade e qualidade de vida para os pacientes, segundo Oliveira. “A corrente elétrica trafega por vias de condução muito rápida e a dor vem por estradas muito lentas. Somente entende-se que é dor quando essa informação chega ao cérebro. Se a gente compete com uma corrente elétrica, colocando energia e estimulando aquele nervo, ela satura a rodovia, e a dor, que vai a passos de tartaruga, não chega”, diz.

O anestesiologista explica que esse método reduz o uso de medicamentos orais, que produzem efeitos colaterais e, depois de um tempo, podem não apresentar resultados.

Prevenção

O uso de celulares e tablets pode ser um fator que contribua para o aumento de dores crônicas. “A cabeça na posição ereta e a 0º pesa 7 quilos no adulto. A cabeça na posição de 60º passa a pesar 27 quilos. Estamos falando de maus hábitos que a tecnologia trouxe para a população”, alertou o médico.

Práticas saudáveis, como boa alimentação e atividade física regular são medidas de prevenção para esse tipo de dor. Oliveira reforça a necessidade de procurar um profissional, quando a dor persiste. (Agência Brasil)







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