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Doodle de Eva Ekeblad recorda a cientista que ‘criou’ a farinha de batata


O doodle do Google evoca hoje o 293.º aniversário de Eva Ekeblad, a agrónoma e cientista que mostrou ser possível extrair álcool e farinha a partir da batata.

Nascida a 10 de julho de 1724, na casa de um conde de relevo na Suécia, cresceu entre a nobreza e envolveu-se na política , tendo casado, em 1740, com o conde Claes Claesson Ekeblad, com quem teve seis filhas e um filho.

Em 1746, Eva Ekeblad descobriu que uma coisa que se dava aos porcos servia para fazer farinha, podendo também ser cozinhada: a batata, que chegara à Suécia quase um século atrás (1658) e que tinha como única função alimentar animais.

Esta agricultora nobre escreveu à Real Academia de Ciências da Suécia, demonstrando como a batata podia fazer parte da alimentação humana, reduzindo a fome enquanto aumentava também a quantidade disponível de cereais (trigo, cevada e centeio) para o fabrico de pão.

Ao descobrir que as batatas são ricas em amido, Eva Ekeblad conseguiu também extrair álcool, que até então era feito a partir de grãos.

Dois anos após ter surpreendido a comunidade científica, Eva Ekeblad tornou-se na primeira mulher a integrar a Academia Real das Ciências da Suécia. Não há, porém, registo de que tenha participado em reuniões ou eventos públicos.

Em 1745, três anos após ser a primeira mulher na Academia de Ciências, foi também a primeira a ser distinguida com uma filiação honorária.

Nos últimos anos de vida, Eva Ekeblad trabalhou na corte sueca, tendo auxiliado no nascimento do príncipe herdeiro Gustavo IV, de quem ficou governanta real enquanto a saúde permitiu, tendo passado vários anos acamada.

Eva Ekeblad morreu em Estocolmo a  15 de maio de 1786.


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