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Dólar fecha em alta, com temores sobre as reformas em meio à crise política | Mercados

A moeda norte-americana subiu 0,51%, a R$ 3,3185 na venda; desde a eclosão da crise política gerada pelas delações da JBS, o dólar já acumula alta de 5,89% em relação ao real.

O dólar fechou em alta em relação ao real nesta terça-feira (27), com o mercado repercutindo denúncia criminal apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer. Investidores seguem cautelosos diante da crise política, temendo que o andamento das reformas no Congresso Nacional seja afetado. Nesta tarde, o presidente fez um discurso se defendendo das acusações.

A moeda norte-americana subiu 0,51%, a R$ 3,3185 na venda. Veja a cotação do dólar hoje. Desde a eclosão da crise política gerada pelas delações da JBS, o dólar já acumula alta de 5,89% em relação ao real.

O dólar e a crise política

Valor de fechamento do dólar desde a delação da JBS

Fonte: Reuters

“O fatiamento (da denúncia) é ruim porque pode atrasar ainda mais as votações das reformas”, afirmou à Reuters o analista econômico da gestora Rio Gestão, Bernard Gonin.

“A denúncia formal do presidente Temer por corrupção passiva impacta negativamente os ativos de risco, sob a percepção dos investidores de que as reformas continuarão paralisadas diante do cenário político”, disse em nota Rafael Sabadell, gestor da GGR Investimentos.

Janot ofereceu denúncia contra Temer e o ex-assessor presidencial e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) pelo crime de corrupção passiva a partir da delação dos executivos da JBS. É a primeira vez que um presidente é denunciado criminalmente pela PGR no exercício do cargo.

Além disso, o chefe do Ministério Público Federal decidiu fatiar as acusações contra o presidente, sendo essa a primeira. Temer também foi investigado por crime de obstrução de Justiça e organização criminosa.

Em meio a uma esperada sucessão de denúncias, o governo pode passar mais tempo se defendendo politicamente, deixando em segundo plano os esforços para aprovar as reformas no Legislativo, sobretudo a da Previdência, destaca a Reuters.

“A tendência é de desvalorização do real, já que a chance de passar a reforma da Previdência é cada vez menor”, afirmou Gonin à agência.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais – equivalente à venda futura de dólares – para rolagem dos contratos que vencem em julho. Com isso, já rolou US$ 6,150 bilhões do total de US$ 6,939 bilhões que vence no mês que vem.

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