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Dólar fecha a R$ 3,31 e acumula alta de mais de 2% no mês | Mercados

Moeda dos EUA encerrou o dia cotada a R$ 3,3128 na venda. No mês, subiu 2,36%; no semestre saltou quase 6%.

Dólar fecha a R$ 3,31 e acumula alta de mais de 2% no mês de junho  (Foto: REUTERS/Thomas White)Dólar fecha a R$ 3,31 e acumula alta de mais de 2% no mês de junho  (Foto: REUTERS/Thomas White)

Dólar fecha a R$ 3,31 e acumula alta de mais de 2% no mês de junho (Foto: REUTERS/Thomas White)

O dólar encerrou em alta nesta sexta-feira (30), último pregão do mês, no patamar de R$ 3,31, com cautela dos investidores em meio a crise política.

Em junho, o dólar acumulou alta de 2,36% sobre o real, na segunda alta mensal seguida. No 2º trimeste, a valorização foi de 5,8%, maior salto em três meses desde o período entre julho e setembro de 2015 (26,77%), segundo a Reuters. No semestre e no ano, o avanço é de 1,94%.

A moeda dos Estados Unidos avançou 0,14% nesta sexta-feira (30), cotada a R$ 3,3128 na venda, após ter encerrado a R$ 3,30 na véspera. Veja a cotação

O dia foi de leves oscilações ante o real, em dia de formação de Ptax de final de mês que deixa os negócios um pouco mais voláteis, embora os investidores continuem monitorando o noticiário político doméstico.

Os investidores seguem monitorando o cenário político, agora de olho na tramitação da denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados.

O mercado foi atropelado pela delação de executivos do grupo J&F contra Temer, que acabou sendo denunciado por corrupção passiva e ainda é investigado pelos crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça. Com isso, aumentou o temor de que as reformas trabalhistas e da Previdência possa não andar no Congresso Nacional.

Na próxima semana, está prevista a votação da reforma trabalhista no plenário do Senado. Também haverá os desdobramentos da tramitação da denúncia contra Temer na Câmara dos Deputados.

Com isso, a cautela deve continuar sendo a tônica dos mercados no curto prazo. Mas com a percepção do mercado de que as mudanças nas leis trabalhistas já são favas contadas, pelo menos para o início do mês de julho não é esperado um estresse no dólar, que deve continuar rondando os atuais patamares, sem fôlego para superar os R$ 3,35, segundo a Reuters.

Em junho, a moeda chegou a testar esse teto, mas retrocedeu, tendo registrado sua maior cotação no mês no dia 23, quando fechou a R$ 3,3391.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta sexta-feira que a autoridade monetária tem mais espaço para atuação no mercado de câmbio diante do baixo estoque de swaps cambiais tradicionais, equivalente a cerca de US$ 28 bilhões.

O BC concluiu na véspera a rolagem integral do vencimento de swap cambial tradicional – equivalente à venda futura de dólares – de julho. Em agosto, vencem US$ 6,181 bilhões e, pelo menos por enquanto, o BC não anunciou novas intervenções.

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