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Dólar cai à espera de votação da reforma trabalhista na CCJ do Senado | Mercados

Na véspera, moeda subiu 0,51%, a R$ 3,3185; desde a eclosão da crise política, o dólar acumula alta de 5,89% em relação ao real.

O dólar opera em queda frente ao real nesta quarta-feira (28), com os investidores aguardando o desfecho da votação da reforma trabalhista na Comissão de Constitução e Justiça (CCJ) do Senado e monitorando o noticiário político.

Às 15h29, a moeda norte-americana recuava 0,81%, a R$ 3,2915 na venda. Veja a cotação do dólar hoje.

Segundo a Reuters, a moeda norte-americana recuava frente a moedas de países emergentes, como o peso mexicano e a lira turca, influenciado pelo fracasso dos republicanos em aprovar a reforma da saúde nos Estados Unidos, prejudicando ainda mais a crença nas promessas do presidente Donald Trump para sustentar o crescimento.

O dólar também caía frente a uma cesta de moedas, influenciado pelo desempenho do euro, que atingiu um pouco mais cedo a máxima de um ano ante a moeda norte-americana após dados mais fracos de vendas pendentes de imóveis.

Internamente, o mercado continuava atento à crise política, com temores de que o andamento das reformas no Congresso Nacional seja prejudicado. Um teste de fogo nesta sessão será a votação da reforma trabalhista na Comissão de Constitução e Justiça (CCJ) do Senado, destaca a Reuters.

“Se o texto não passar na CCJ, será bastante negativo, mostrará a dificuldade do governo em agregar a base”, afirmou à agência o sócio da assessoria de investimentos Criteria Investimentos, Vitor Miziara.

Na semana passada, o governo surpreendentemente foi derrotado na votação da matéria da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, demonstração de menor força política do presidente Michel Temer.

Temer foi denunciado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo crime de corrupção passiva e pode fazer novas denúncias, já que o presidente também é investigado por crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa.

A crise política acabou alimentando temores de que as reformas trabalhista e da Previdência podem ficar ainda mais difíceis de ser aprovadas por completo.

“O fatiamento das denúncias pelo procurador-geral diminuiu as chances delas (reformas) serem aprovadas. A expectativa, no entanto, é de que elas ainda passarão”, afirmou à Reuters o operador da Ourominas Corretora Maurício Gaioti.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais – equivalente à venda futura de dólares – para rolagem dos contratos que vencem em julho. Com isso, já rolou US$ 6,560 bilhões do total de US$ 6,939 bilhões que vence no mês que vem.

Na véspera, o dólar subiu 0,51%, a R$ 3,3185 na venda. Desde a eclosão da crise política gerada pelas delações da JBS, o dólar já acumula alta de 5,89% em relação ao real.

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