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Dois novos pontos de banho são fechados na BA após 32 turistas serem infectados por doença de caramujo | Bahia

Amostras colhidas em três pontos da cidade de Lençóis, na Chapada Diamantina, detectaram presença de esquistossomose em caramujos.

Grupo de turistas foi detectado com esquistossomose após passeio em Lençóis. (Foto: Rafael Macedo/Arquivo Pessoal)Grupo de turistas foi detectado com esquistossomose após passeio em Lençóis. (Foto: Rafael Macedo/Arquivo Pessoal)

Grupo de turistas foi detectado com esquistossomose após passeio em Lençóis. (Foto: Rafael Macedo/Arquivo Pessoal)

Dois locais utilizados por moradores da cidade baiana de Lençóis para banho foram interditados após uma análise detectar presença de caramujos infectados com esquistossomose na água. O município fica na região da Chapada Diamantina. A coleta de amostras nos locais que foram fechados foi realizada após um grupo de 32 turistas mineiros ser infectado quando fazia um passeio na regiao, durante o carnaval. Um ponto para visitação de turistas aberto no início do ano chamado de Poção, por onde os mineiros passaram, também já havia sido fechado.

Os dois locais de banho interditados agora foram o “Poço Verde” e o “Banho da Ponte”, que fica às margens da BR-242. Segundo a secretária de Turismo da cidade, Lilian Andrade, esses locais estão no leito do Rio Santo Antônio, assim como o “Poção”, e por isso todos foram fechados. Os turistas mineiros infectados, que são praticantes de trilhas com bicicletas, só descobriram a doença dois meses após o passeio na Bahia.

“O Rio Santo Antônio recebe dejetos de comunidades ribeirinhas e foram detectados presença de caramujos contaminados nesses três pontos. A vistoria foi realizada pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e pela Vigilância Epidemiológica do município. Fizemos a coleta na colha do rio e detectamos o problema”, destacou, em contato com o G1 nesta quarta-feira (21).

A secretária disse que o “Poço Verde” e o “Banho da Ponte” não são locais turísticos e que são utilizados para banho somente pela população local. O Poção, por sua vez, que fica localizado dentro de uma fazenda particular do município, foi aberto por um período de três meses como atrativo turístico, mas fechado logo depois de os turistas mineiros serem detectados com a doença. “Logo quando começou a circular as informações sobre a suspeita da doença nos turistas, o proprietário [da fazenda] fechou e continua fechado até hoje”, disse a secretária.

Lilian Andrade disse que ainda não há uma previsão de quando os locais serão liberados. “Isso é imprevisível, porque, para se ter uma certeza, é preciso uma ação do poder público, não só em nível municipal, como estadual e federal. Falta saneamento básico”, destaca.

A prefeitura informou que está tomando providências para realizar uma campanha de prevenção junto à população, incluindo as escolas do município e agentes de turismo local.

Ciclistas mineiros foram infectados após viagem à Bahia. (Foto: Rafael Macedo/Arquivo Pessoal)Ciclistas mineiros foram infectados após viagem à Bahia. (Foto: Rafael Macedo/Arquivo Pessoal)

Ciclistas mineiros foram infectados após viagem à Bahia. (Foto: Rafael Macedo/Arquivo Pessoal)

A viagem para a Chapada Diamantina foi organizada pelos turistas mineiros três meses antes. Os turistas contaram que, em um dos dias do passeio, o grupo esteve em uma fazenda particular do município. Há suspeita de que o local de contaminação tenha sido em um poço de água, conhecido como Poção, na sede da propriedade, onde se encontra a Cachoeira do Mosquito.

Depois de aproximadamente 45 dias da viagem, algumas pessoas do grupo começaram a sentir os sintomas da doença, que ataca principalmente as veias do intestino e fígado por meio de um verme parasita.

A médica infectologista Letícia de Mello Mota, que realizou o tratamento de alguns dos turistas infectados, diz que a esquistossomose é adquirida mediante o contato com águas contaminadas com ovos do Schistosoma e a presença do caramujo, onde o parasita passa uma parte do desenvolvimento dele e tem a sua maturação para a forma larval denominada cercaria.

A especialista diz que, após o diagnóstico da doença, é preciso fazer um monitoramento com os pacientes até que seja eliminada a possibilidade de liberação desse óvulos pelas vítimas da doença.

Exame comprova que um dos turistas teve resultado postivo para esquistossomose. (Foto: Luciana Soares/Arquivo Pessoal)Exame comprova que um dos turistas teve resultado postivo para esquistossomose. (Foto: Luciana Soares/Arquivo Pessoal)

Exame comprova que um dos turistas teve resultado postivo para esquistossomose. (Foto: Luciana Soares/Arquivo Pessoal)

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