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Depois de Fiesta e EcoSport, é a vez do novo Ford Focus

Enquanto o EcoSport reestilizado e a terceira geração do Fiesta já deram as caras no exterior e chegam aqui ainda este ano, a Ford prepara mudanças também no Focus. A quarta geração do hatch médio arqui-inimigo do Volkswagen Golf será revelada muito provavelmente já no Salão de Detroit, ainda em janeiro do ano que vem – para chegar ao Brasil até o fim do mesmo ano, como parte da linha 2019.

Como aconteceu com o Fiesta, o novo Focus representará uma evolução de estilo, e não uma revolução. A plataforma será a mesma atual, a “Global C”. Nascida em 2011, ela atinge agora sua maturidade. Mas essa “velha” plataforma terá uma grande (e boa) novidade: apesar das dimensões básicas quase inalteradas, nossas fontes garantem que o Focus terá mais espaço a bordo, graças à um aumento no entre-eixos. Assim, tentará resolver o que sempre foi um de seus maiores defeitos: o interior apertado.

Também interessante é a possibilidade de que ele tenha mais variações de carroceria: enquanto a terceira geração tem três – hatch, sedã (“Fastback”) e perua (não vendida no Brasil) –, nossas fontes dizem que a próxima terá outra opção. Renunciando à tradição, abre caminho para uma versão Activ, mais alta e com incrementos visuais (sim, na Europa a Ford usa “Activ” – como a Chevrolet daqui – em vez do “Trail” da Ford do Brasil). Seguirá assim, mais uma vez, os passos do Fiesta europeu (cuja versão Activ foi revelada na Europa no fim do ano) e também do nosso Ka.

Mais leve e aerodinâmico, o novo Focus dará mais importância à eficiência energética – algo necessário, principalmente aqui, já que seu 2.0 gasta bastante. A expectativa é que o Focus brasileiro (na verdade, fabricado na Argentina) enfim aposente o 2,0 litros e adote a família EcoBoost europeia (3 cilindros 1.0 de 125 cv, que já temos no Fiesta EcoBoost aqui, 3 cilindros 1.5 de 150 cv e 4 cilindros 2.0 no esportivo ST, que bem dificilmente a Fords venderá no mercado brasileiro).

Acoplados a eles, as transmissões já conhecidas: manual de cinco ou seis marchas e automatizada de dupla embreagem e seis marchas (sim,
a PowerShift, supostamente com os problemas solucionados). Haverá na Europa também versões elétricas (melhor que a atual) e uma inédita variante híbrida (pode vir ao Brasil). E, claro, a versão RS, com um 2.3 turbo de uns trezentos e tantos cavalos e tração integral com distribuição de torque que privilegia o eixo traseiro – para não deixar o Ken Block na mão.


MOMENTOS MARCANTES

Depois da segunda guerra, o hatch médio da Ford mudou de nome duas vezes: em 1968, quando o Escort substituiu o Anglia, e em 1998, com a chegada do Focus. Ambos momentos épicos para a marca

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1968
Ford Escort – primeira geração

Símbolo da divisão europeia, o compacto tornou-se um best-seller, especialmente no Reino Unido.

 

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1980
Ford Escort – terceira geração

Segundo carro de tração dianteira da marca, depois do Fiesta de 1976, essa foi a maior revolução na história do modelo. Foi reestilizado em 1986.

 

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1990
Ford Escort – quinta geração

Estilo ruim, motores velhos e dirigibilidade deficiente: poucos eram os elogios para essa famigerada geração. Reestilizada em 1995, melhorou pouco.

 

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1998
Ford Focus – primeira geração

Design revolucionário, fruto direto de um processo criativo também revolucionário. Aderindo ao estilo New Edge, mudou de porte. E de nome.

 

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2001
Ford Focus – segunda geração

Menos original que o primeiro, resgatou uma proposta de design rejeitada em 1998. Tinha melhor habitabilidade, mas ficou pesado.

 

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2004
Ford Focus – terceira geração

O Focus europeu/brasileiro se torna global, aposentando o americano, que era diferente Teve uma versão elétrica (número limitado).

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