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Credores da Oi propõem troca de dívida e aporte de R$ 3 bilhões por fatia de 88% da empresa | Negócios

Dois grupos de credores da Oi informaram nesta quarta-feira (23) que chegaram a um consenso e vão apresentar uma nova proposta alternativa para recuperação judicial da Oi. A intenção deles é trocar R$ 26 bilhões da dívida da empresa com os credores estrangeiros (donos de bonds, títulos de dívida em dólar) por uma fatia de 88% da empresa já reestruturada.

De acordo com comunicado conjunto, os dois grupos de bondholders (donos de bonds) que antes tentavam soluções alternativas separadamente, chegaram a um consenso. São eles: o Comitês Diretivos do International Bondholder Committee, representado pela consultoria G5/Evercore, e o Ad Hoc Group of Oi Bondholders, representado pela consultoria Moelis. Juntos eles somam R$ 22,6 bilhões de dívida da Oi.

A oferta prevê um aporte de R$ 3 bilhões na companhia, que será feito pelo grupo de credores.

Para ser aprovado, o plano de recuperação judicial da Oi precisa ser votado em assembleia de credores e ser homologado pela Justiça.

A Oi tem uma dívida total de R$ 64 bilhões e quase a metade dela é em títulos emitidos no exterior. Individualmente, o maior credor da Oi é a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que tem cerca de R$ 11 bilhões a receber.

O G1 procurou a Oi e aguarda posicionamento.

Briga de credores e acionistas

Desde que entrou com o pedido de recuperação judicial, em junho de 2016, acionistas e credores da Oi travam uma queda de braço sobre as condições da reestruturação da empresa. O impasse é sobre a fatia que cada credor terá na empresa em um processo de troca de dívidas por ação.

Os credores externos representados pelo Moelis propuseram em dezembro um plano alternativo que previa um aporte de US$ 1,25 bilhão na companhia e a troca de dívidas por ações. Eles pediam, como contrapartida, uma fatia de 95% da empresa.

A oferta tinha como investidor o bilionário egípcio Naguib Sawiris, que tem negócios no ramo de telecomunicação. Depois de ser prorrogada quatro vezes e não ser apreciada, a proposta caducou.

O empresário saiu do negócio e deve ficar de fora da proposta divulgada pelos dois grupos de credores nesta quarta-feira (23), apurou o G1.

Se não houver acordo, a empresa poderá sofrer uma intervenção da Anatel. O próprio presente do Oi, Marco Schroeder, disse em entrevista ao G1 em junho que a demora para chegar a um acordo sobre as condições do plano de recuperação aumenta a probabilidade de intervenção na companhia.

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