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Copasa sinaliza alta de 16% após revisão tarifária e puxa Sabesp; Petrobras e Vale sobem

Copasa (CSMG3)
As ações da Copasa ficam em leilão, com sinalização de abrir em alta de mais de 16% após a Arsae divulgar alguns dados finais sobre a revisão tarifária da Copasa no Diário Oficial de Minas Gerais, com um aumento de 8,69% versus 4,1% da proposta original. De acordo com o BTG Pactual, a notícia é muito positiva. “Se a maior parte desse aumento foi relacionado ao RAB, o preço-alvo subiria para cerca de R$ 9 a ação”, apontam os analistas.

Petrobras (PETR3, R$ 13,10, +0,69%; PETR4, R$ 12,25, +0,57%)
Em fato relevante, a Petrobras informou que a diretoria executiva aprovou a revisão da política de preços de diesel e gasolina comercializados em suas refinarias, visando aumentar a frequência de ajustes nos preços, que passará a vigorar no dia 3 de julho.

“A partir desta data, a área técnica de marketing e comercialização da companhia terá delegação para realizar ajustes nos preços, a qualquer momento, inclusive diariamente, desde que os reajustes acumulados por produto estejam, na média Brasil, dentro de uma faixa determinada (queda de 7% à alta de 7%), respeitando a margem estabelecida pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP). Qualquer alteração fora dessa faixa terá que ser autorizada pelo GEMP”, avalia o comunicado.

Segundo a companhia, a revisão da política aprovada permitirá maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo e possibilitará a companhia competir de maneira mais ágil e eficiente. “É importante ressaltar que os princípios da política de preços, aprovada em outubro de 2016, permanecem inalterados, levando em consideração o preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação e o nível de participação no mercado”. A companhia realiza coletiva nesta manhã para falar sobre o assunto.  

Já a FUP (Federação Única dos Petroleiros) informou que os petroleiros pararam por tempo indeterminado em refinarias. Greve nas refinarias é por tempo indeterminado, com avaliações diárias da FUP e de seus sindicatos. Os trabalhadores afirmam que querem barrar as reduções de efetivos impostas pelos gestores à revelia das representações sindicais, o que viola acordo coletivo de trabalho. A FUP ingressou com dissídio coletivo de natureza jurídica para que o TST assegure o cumprimento das cláusulas do acordo coletivo referentes aos capítulos de segurança e efetivos.

Ainda sobre a estatal, na última quinta, ela informou que dará início à nova fase no processo de venda do campo de Juruá, na Bacia de Solimões, quando investidores interessados e já habilitados receberão cartas-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo as orientações para a realização de “due diligence” e para o envio de propostas.

Vale (VALE3, R$ 29,02, +0,42%; VALE5, R$ 27,02, +0,63%)
A Vale informou que pretende disponibilizar à Samarco linhas de crédito de curto prazo de até US$ 76 milhões para apoiar suas operações no segundo semestre de 2017, sem que isso configure uma obrigação da Vale para com a Samarco.

A Samarco, joint venture da Vale com a anglo-australiana BHP Billiton, está com suas operações interrompidas desde novembro de 2015, quando uma de suas barragens de rejeitos se rompeu, deixando 19 mortos, centenas de desabrigados e poluindo o rio Doce, que deságua no mar do Espírito Santo.

Em comunicado ao mercado, a mineradora explicou que os fundos serão liberados à medida que forem necessários e que a BHP Billiton também pretende tornar disponível para Samarco linhas de crédito de curto prazo em termos e condições similares.

Sabesp (SBSP3, R$ 31,80, +3,21%)
Segundo o Valor, a Sabesp se prepara para entregar, até o fim do ano à Arsesp a proposta de uma nova estrutura tarifária. A expectativa, segundo o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, é que o tema seja discutido ainda no atual processo de revisão tarifária que, com a segunda etapa, vai até abril de 2018.

Copasa 01 - Fachada fábrica

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