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Conselho de Medicina do DF quer que UPA pare de receber pacientes graves | Distrito Federal

Entidade diz que local, em Ceilândia, deveria prestar apenas cuidados intermediários. Pela manhã desta sexta, havia só um médico na unidade.

UPA de Ceilândia (Foto: Bárbara Lins/TV Globo)UPA de Ceilândia (Foto: Bárbara Lins/TV Globo)

UPA de Ceilândia (Foto: Bárbara Lins/TV Globo)

O Conselho Regional de Medicina (CRM) do Distrito Federal não quer que pacientes graves sejam levados pelo Samu para a UPA de Ceilândia, sob risco de “interdição ética”. A entidade encaminhou na quinta-feira (6) um documento à Secretaria de Saúde recomendando que esses pacientes sejam levados para um hospital da região.

Para o conselho, uma UPA é destinada apenas a “prestar cuidados intermediários e estabilização dos pacientes antes do devido encaminhamento hospitalar”. O G1 aguarda posicionamento da Secretaria de Saúde.

No documento, o CRM recomenda que também sejam tomadas medidas para melhorar a gestão do local, com reposição do que está faltando e “resolução dos conflitos entre a gestão e a equipe assistencial”.

Escala da UPA de Ceilândia mostra que dois médicos deveriam estar atendendo pela manhã

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Caso a secretaria não cumpra os pedidos, os médicos daquela unidade ficam impedidos de realizar qualquer procedimento no local. Enfermeiros, técnicos e terceirizados não são atingidos, porque estão sob regulação de outros conselhos profissionais.

O conselho diz que os problemas foram identificados em maio, mas que nada foi resolvido desde então. “Até o presente momento, não foram verificadas ações concretas de reestruturação da unidade”, informou o CRM.

Pela manhã desta sexta, só havia um médico no local, para atender apenas casos mais graves. Na escala, no entanto, a previsão é de que houvesse dois. Pacientes relataram que foram informados que só havia um médico. Apesar da recomendação do CRM, o Samu continuou levando quem precisava de atendimento para a UPA.

Paciente da UPA de Ceilândia diz que foi avisada de que não tinha médico

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