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Como o Grêmio perdeu o futebol que o fez o melhor do Brasil

Bahia e Grêmio se enfretam na Arena Fonte Nova pela 25ª rodada do Brasileirão. No lance, Fernandinho
Fernandinho (E) ainda insiste em em driblar mais, mais e mais

Onze semanas é o tempo que resta ao endividado futebol brasileiro em 2017. Tempo curto usa asas. Voa. 

Na última semana de setembro, duas competições no horizonte, o Grêmio oferece sinais poucos confiáveis aos milhões de fãs. O time perdeu a força, o futebol e a competitividade que exibiu entre junho, junho e agosto. Ninguém jogava tanto – e tão bonito – na época. O Brasil inteiro reconheceu. 

Quando todos lamentam a má campanha no Brasileirão do segundo turno, uma só vitória, outro empate e quatro derrotas, muitos chamam a Libertadores como consolo, talvez esquecendo a má jornada contra o Botafogo. 

O Grêmio está na semifinal do torneio. Ótimo. É um sinal. Mas como alcançar a fase final se o time perdeu regularidade, força, gols? Como? 

O problema circula entre as ausências de Luan e Gemorel, ainda em recuperação, a saída de Pedro Rocha. Não é um problema só. A mistura entre time alterativo, reservas, titulares, reservas e titulares, roubou o que o Grêmio tinha de mais precioso. O trabalho conjunto. O entendimento.

Renato não encontrou soluções entre os reservas quando perdeu titulares decisivos. Usou seis times diferentes nos últimos seis jogos da competição. Contra o Bahia, testou Jael, fora de forma, e Arroyo, que não joga 90 minutos desde maio. Parece pouco provável que Jael posso substituir Barrios com alguma qualidade. Arroyo tem uma desculpa. É estrangeiro e alguns não se adaptam com facilidade. Seus primeiros movimentos, porém, não o recomendam.

O Grêmio convive ainda com a má fase técnica de Edilson e Ramiro. Cortez é incapaz de completar uma só jogada ofensiva. Fernandinho voltou ao seu passado mais crítico. Sempre precisa dar um drible a mais. 

Entre Barcelona e Grêmio, em Guayaquil, restam mais de 30 dias. É certo que Geromel e Luan oferecerão outra fotografia ao time gremista. Mas ninguém sabe como os outros nove vão agir. 

O Grêmio de hoje, do final de setembro, não anima. Renato precisa recuperar o espírito de junho, julho e agosto. O problema não está só na Libertadores. É preciso jogar bem, e ganhar. O G-4 do Brasileirão começa a escapar aos poucos. Todos os candidatos só têm uma competição até dezembro. 

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