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Como asma ‘criou’ a maior nadadora da história do Brasil

Como asma ‘criou’ a maior nadadora da história do Brasil

* Por Igor Resende, do ESPN.com.br

Primeira mulher brasileira campeã no Mundial de Piscina Curta, primeira mulher brasileira campeã no Jogos Pan-Americanos e agora também a primeira mulher brasileira campeã no Mundial de Piscina Longa.

Em Budapeste, Etiene Medeiros levou o ouro nos 50m costas e se consolidou ainda mais nesta quinta-feira como a maior nadadora da história do Brasil.

E o mais curioso disso tudo é que Etiene tem que ‘agradecer’ a uma doença por tudo isso. Não fosse a asma que ela tem desde pequena, ele talvez nunca nadaria em alto nível. Pernambucana de Recife, ela começou a nadar aos 6 anos de idade justamente para tentar melhorar os problemas respiratórios que tinha.

“Eu sou asmática, comecei a natação para a minha saúde, e ajudou bastante na minha capacidade pulmonar”, disse ainda em 2015 ao jornal A Tarde.

A mesma asma, porém, quase a complicou depois. Por conta de um remédio que tomava para se tratar, acabou pega em um exame antidoping em 2015 – da qual foi inocentada depois ao provar o que havia acontecido.

Foi a doença, porém, que a fez descobrir uma vocação. Logo de cara, teve bons resultados na piscina, foi medalhista no Mundial Júnior e acabou se apaixonando pelo esporte. Deixou de lado o basquete que também praticava e focou na natação.

Em 2014, levou o ouro nos 50m costas e se tornou a primeira brasileira campeã mundial na natação, na piscina curta de Doha.

Em 2015, ganhou os 100m costas e se tornou também a primeira brasileira a ganhar uma medalha de ouro na natação em Jogos Pan-Americanos. Depois, ainda ‘bateu na trave’ ao ficar com a prata nos 50m costas do Mundial de Piscina Longa – mesmo assim, se tornou a primeira brasileira a subir ao pódio.

Nesta quinta, a prata virou ouro. Por 1 centésimo, ela bateu a chinesa Yuanhui Fu, que a havia vencido em 2015, para ser também a primeira mulher brasileira campeã no Mundial de Piscina Longa.

“Eu ganhei o ouro em Doha em 2014 e definitivamente me deu a confiança para fazer o que fiz hoje. Ganhar um Mundial de piscina longa é ainda mais inspirador. Tem um grande significado para o meu país”, comemorou Etiene.

Agora, só resta quebrar esse tabu também em Olimpíadas. O único problema é que sua melhor prova, os 50m costas, não é olímpica.

No Rio de Janeiro, Etiene resolveu focar os treinos nos 100m livres e até fez final, mas acabou apenas no oitavo lugar. Em sua maior especialidade, acabou ficando para trás e foi ‘apenas’ a 25ª nos 100m costas.

Aos 26 anos de idade, porém, ninguém duvida que ela tem tudo para também fazer história em Tóquio-2020.

“Esse ano foquei nos eventos de 50m. Mas a minha ideia é voltar aos 100m costas e livres também. O Brasil tem tradição e história em velocistas”, disse.

“A natação brasileira está ficando cada vez mais forte. Estamos progredindo e ainda tem muito mais por vir. Estou com 26 anos e nado competitivamente desde 2009. Estou muito feliz de poder presenciar a evolução na minha carreira”, completou.

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