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Com restrições em UTIs neonatais, gestantes ficam sem opção na rede pública de Campinas | Campinas e Região

Além da Maternidade, que deixou de receber gestantes nesta quinta, Caism da Unicamp mantém restrição para internações e Hospital da PUC está lotado.

Bebê na UTI neonatal da Maternidade de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)Bebê na UTI neonatal da Maternidade de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Bebê na UTI neonatal da Maternidade de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Os três hospitais da rede pública de Campinas (SP) que oferecem leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) para recém-nascidos estão em situação crítica de atendimento e não têm estrutura para receber gestantes de alto risco. Para o Conselho Municipal de Saúde, a situação é de colapso.

Além da Maternidade, que faz 30 partos por dia e teve que suspender as internações de gestantes devido a um surto do vírus sincicial respiratório (VSR), o Caism da Unicamp está há cerca de dois meses com leitos lotados e restrição para realizar partos e o Hospital Celso Pierro, da PUC Campinas, também está lotado. A Secretaria de Saúde não informou, até esta publicação, qual alternativa para as gestantes.

Dos três hospitais, somente o Celso Pierro ainda pode receber pacientes encaminhados pela Secretaria de Saúde. O hospital não informou, até esta publicação, como fará para oferecer infraestrutura para internar recém-nascidos em estado de risco.

“O conselho chama de colapso. Esse é um problema da gestão. A gestão tem que dar respostas imediatas e soluções, as gestantes e as crianças não podem ficar numa situação dessas. É a vida das pessoas. A gente não pode postergar qualquer medida que possa salvar uma vida”, afirma José Paulo Porsani, coordenador da secretaria executiva do conselho.

Veja, abaixo, a situação de cada hospital nesta quinta.

Hospital Maternidade de Campinas (SP) suspendeu nesta quinta-feira (29) a internação e o recebimento de grávidas acima de 20 semanas ou a transferência de recém-nascidos externos. A unidade combate quatro casos do vírus sincicial respiratório em bebês, que pode afetar os pulmões e ainda causar bronquiolite.

No total, são 34 crianças na unidade, sendo que todas serão mantidas até a reversão do quadro e para o problema não se espalhar para outros hospitais. Somente as gestantes que estiverem em situação de emergência, dando à luz, serão recebidas na unidade. [Veja como está a situação do hospital no vídeo, abaixo]

Com surto de vírus respiratório, Maternidade de Campinas suspende internações

Com surto de vírus respiratório, Maternidade de Campinas suspende internações

O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Unicamp é referência para casos de alto risco e está com os leitos neonatais lotados nesta quinta-feira. Há cerca de dois meses, o hospital enfrenta superlotação e as internações de gestantes suspensas. Não há casos de VSR na unidade.

Dos 30 leitos, sendo 15 de UTI e outros 15 de UCI (Unidade de Cuidados Intermediários), 29 estão ocupados e dois bebês prematuros estão previstos para nascerem a qualquer momento, informou o hospital. Mesmo assim, nesta quinta a unidade recebeu três gestantes que tinham parto previsto para a Maternidade, mas somente uma delas conseguiu ser internada no Caism.

O Caism chegou ao pico de 40 bebês há aproximadamente um mês e conseguiu transferência, na época, segundo o hospital. Há dois meses chegou a 41 bebês.

Atendimento na UTI neonatal da Maternidade de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)Atendimento na UTI neonatal da Maternidade de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Atendimento na UTI neonatal da Maternidade de Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)

Hospital Celso Pierro, da PUC Campinas

Dos 16 leitos contratados para UTI neonatal SUS, 16 estão ocupados nesta quinta-feira. No entanto, apesar da lotação, o hospital informou que não suspendeu as internações. As gestantes de alto risco encaminhadas pela Prefeitura serão atendidas e internadas.

O hospital informou que está levantando as informações sobre como poderia providenciar uma infraestrutura para recebê-las. No pronto-socorro, a alternativa é adaptar leitos. Nesta quinta, o PS adulto tem 41 internados, para 12 leitos contratados do SUS.

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