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Clube de Astronomia promove evento para observao do cu na Esplanada – Cidades DF

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

 

Que o cu de Braslia indescritvel, todos os brasilienses j sabem. O que muitos desconhecem que no s o crepuscular que chama ateno na capital. Fundado em 1986, para observar a passagem do cometa Halley, o Clube de Astronomia de Braslia (CAsB) se rene frequentemente para estudar e apreciar a noite da cidade, e neste sbado (1º/7), das 18h s 22h, o clube far a 41ª edio do Astronomia na praa, um evento gratuito aberto ao pblico, em que os participantes podero apreciar as estrelas, planetas e muito mais por meio de telescpios, na Praa dos Trs Poderes.

 

 

Amante da astronomia desde os 11 anos, o estudante de engenharia de computao Mateus Cavalcanti, 23 anos, est confirmado no evento de hoje. Membro do CAsB desde 2006, o jovem se identifica como astrnomo amador, e se diz animado com o encontro. “Os integrantes do clube vo levar telescpios, e explicaremos sobre astronomia aos participantes. Queremos conscientiz-los tambm sobre a poluio luminosa, pois muitas vezes no possvel observar alguns objetos celestes devido s luzes da cidade, a maior parte de iluminao pblica”, explica.

Esse ser o quarto encontro pblico do grupo este ano, que aproveita a seca da cidade para observar o cu com clareza, pois ele fica mais limpo. Os organizadores esperam cerca de 500 pessoas, j que as outras trs edies deste ano foram um sucesso. Apesar de o encontro de hoje ser realizado no centro de Braslia, Mateus, que tambm diretor administrativo do clube, conta que as luzes da cidade no interferiro na observao dos fenmenos celestes. Entretanto, ele explica que, quando os membros do clube se juntam para observar, fotografar e estudar o cu, preciso se afastar de Braslia para analisar os objetos menos luminosos.

 

Astrnomos amadores

O presidente do CAsB, Augusto Ornellas, 37, conta que a maioria dos integrantes da CAsB no so profissionais, e sim astrnomos amadores. Apesar disso, muitos deles fazem estudos cientficos sobre corpos celestes e contribuem para organizaes nacionais e internacionais de astronomia. “Essa uma das poucas cincias em que amadores podem contribuir com profissionais. Basta ter entendimento, disposio e um telescpio em casa. Eu e outros membros do clube j ajudamos em alguns projetos, e, em um deles, acompanhamos algumas ocultaes de estrelas por asteroides, o que acabou virando um artigo cientfico”, conta ele, orgulhoso.

O servidor pblico Marcelo Domingues, 46, tambm se considera um astrnomo amador. Alm de fazer parte da CAsB, ele integra o Brazilian Meteor Observation Network, (Bramon), e, por meio desse outro grupo, ele e alguns companheiros conseguiram descobrir 25 chuvas de meteoros em s um estudo. “Foi uma descoberta coletiva, que estava sendo feita desde 2014. Eu fao por prazer, astronomia um hobby. Sempre que tenho tempo livre, eu observo e estudo o cu. Tenho at um observatrio aqui em casa”, relata.

Misso Kuaray

Os participantes da CAsB no ficam restritos a Braslia, j tendo viajado para diversas cidades e pases para observar fenmenos astronmicos. A prxima viagem ser para Rexburg, nos Estados Unidos. O motivo? Um eclipse solar total. “Esse fenmeno s poder ser visto nos EUA, e estamos em um projeto com a Universidade de Braslia (UnB) para filmar em 360º o eclipse. Ser uma oportunidade inesquecvel para o clube e para os estudantes”, explica o presidente do CAsB, Augusto Ornellas.

O projeto LAICanSat, desenvolvido por alunos de engenharias da UnB, tem o intuito de desenvolver uma plataforma de explorao da estratosfera, visando contribuir com a modernizao do agronegcio, incluso digital de municpios e aquisio de imagens de sensoriamento remoto. Desde 2014, o projeto resultou em cinco artigos publicados em conferncias, seis trabalhos de concluso de curso e quatro projetos de iniciao cientfica.

Mas agora o desafio da equipe outro: participar do projeto Nasa Space Grant Eclipse Ballooning Project, que patrocinar o lanamento de 57 bales desenvolvidos por 60 escolas e universidades americanas. Esses bales realizaro a transmisso ao vivo do eclipse para milhes de pessoas. A equipe da UnB foi a nica estrangeira convidada a participar desse evento.

Para isso, o CAsB, alunos e professores da UnB esto arrecadando fundos para conseguirem viajar aos EUA. Querem levar em torno de seis alunos para participarem do projeto da NASA. Eles denominaram a iniciativa como Misso Kuaray. O professor da UnB responsvel pelo projeto LAICanSat, Renato Borges, 37 anos, conta que a oportunidade de ir ao pas ser uma motivao para os alunos.

Interao

“Ser bom para eles perceberem que o que produzem aqui no Brasil est no mesmo nvel do exterior. O que eles desenvolvem aqui to bom quanto o que se desenvolve l, a capacidade a mesma e essa interao possibilita essa confirmao”, explica ele. Se der certo, a misso Kuaray ser o 5º lanamento da equipe da UnB.

Para a estudante de mestrado em sistemas mecatrnicos da UnB Lorena Tameiro, 27 anos, a oportunidade ser uma experincia indita. “Poderemos aprimorar nossas atividades aprendendo com uma equipe referncia. Se conseguirmos ir, pretendo retornar da misso com novos conhecimentos para aplicar no nosso projeto no Brasil”, relata. Para Lorena e os demais alunos envolvidos no projeto, no basta apenas um pedido a uma estrela cadente. Por isso, a equipe e a CAsB fizeram uma vaquinha on-line para arrecadar fundos para que a Misso Kuary seja possvel. Alm disso, o projeto segue em busca de patrocinadores para realizar esse sonho.

Sem poluio

Para poder observar os fenmenos celestes da melhor forma possvel preciso ir a um lugar afastado da poluio luminosa da rea urbana. Por isso, a CasB sugere alguns lugares perto de Braslia, como Alto Paraso (GO), Padre Bernardo (GO), a rea rural de Luzinia (GO) e So Jorge (GO). Alm de serem distantes dos grandes centros, essas cidades possuem hotis fazendas com estrutura adequada para a observao do cu.

Como ajudar

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/laicansat-missao-kuaray-21-08-2017

Informaes

 

Augusto Ornellas 

99118-6866

Renato Borges 

98262-0152

Para observar neste sbado noite

Lua

o nico satlite natural da Terra e o quinto maior do Sistema Solar. A lua passa por quatro fases: nova, crescente, cheia e minguante. Nesta noite ser possvel observar a segunda fase do satlite.

Jpiter

Alm de ser o maior planeta do Sistema Solar, ele o quinto mais prximo do Sol. Diferentemente da Terra, Jpiter tem 67 satlites confirmados, sendo Io, Europa, Ganmedes e Calisto os mais conhecidos.

Saturno

Saturno o sexto planeta a partir do Sol e o segundo maior do Sistema Solar atrs de Jpiter. Cada ano no planeta equivale a aproximadamente 30 anos aqui na Terra. Saturno apresenta um sistema de anis compostos por bilhes de pedacinhos de rocha e gelo que os cientistas acreditam ser fragmentos de asteroides, cometas e luas. Alm de Saturno, Urano, Jpiter e Netuno tambm possuem anis.

Aglomerados Globulares

Tambm conhecido como Enxame Globular, um grupo de estrelas ligadas gravitacionalmente entre si, com forma esfrica, que orbita ao redor de uma galxia. Os aglomerados globulares geralmente possuem algumas centenas de milhares de estrelas, podendo chegar a milhes. A nossa galxia, a Via Lctea, tem mais de 150 aglomerados globulares.

Omega Centauri

O maior Enxame Globular da nossa galxia tem cerca de 10 milhes de estrelas e um dimetro de aproximadamente 150 anos-luz. Com idade estimada de cerca de 12 bilhes de anos, o Omega tambm o Aglomerado Globular mais brilhante visto a partir da Terra.

Alfa Centauri

Tambm conhecida como Rigil Kentaurus, a estrela mais prxima do Sistema Solar, a uma distncia de 4,37 anos-luz do Sol. Ela formada por um sistema triplo de estrelas: Alfa Centauri A, Alfa Centauri B e Alfa Centauri C, que so ligadas gravitacionalmente entre si.

 

* Estagiria sob superviso de Jos Carlos Vieira 

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