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Civic vence Corolla no embate das versões mais caras

Na opção Touring, de R$ 124.900, sedã da Honda traz motor 1.5 turbo, mais moderno que o 2.0 do rival, que sai por R$ 116.990 - Foto: Honda | Divulgação
Na opção Touring, de R$ 124.900, sedã da Honda traz motor 1.5 turbo, mais moderno que o 2.0 do rival, que sai por R$ 116.990
Honda | Divulgação

Civic e Corolla nasceram para rivalizar. Um mira no outro cada vez que chega a hora de se atualizar. Contudo, não foi bem assim com a geração atual dos sedãs.

Equipado com um motor 2.0 16V de 153 cv, o Corolla Altis (R$ 116.990) fica aquém do desempenho alcançado pelo 1.5 16V turbo do Civic Touring (R$ 124.900), de 173 cv. Além da potência maior, o torque superior (22,4 kgfm contra 20,7 kgfm) faz a diferença nas arrancadas e ultrapassagens – e também no consumo.

Segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro, o Civic percorre até 11,8 km/l de gasolina na cidade e 14,4 km/l na estrada, enquanto o Corolla faz 10,6 km/l e 12,6 km/l, respectivamente. Sua vantagem é beber também etanol, ao contrário do Honda.

Ambos têm câmbio do tipo CVT, que simula sete marchas. Aqui, o Corolla é discretamente superior, ao reproduzir um comportamento mais parecido com uma transmissão automática convencional nas trocas de marcha – ou seja, menos enfadonho do que o do CVT. Mas, na condução urbana, no modo automático, ambos se equivalem.

No posto de comando, o Civic também se mostra um automóvel mais moderno, “abraçando” mais o motorista. Destaque para o painel de instrumentos e os amplos porta-objetos no console central. No Corolla, o motorista se sente em um carro convencional, sem encantos.

Há boa oferta de espaço interno em ambos – o entreeixos, medida importante que influencia no espaço de quem viaja atrás, é de 2,70 m nos dois carros. Contudo, o Civic carrega mais bagagem no porta-malas: 519 litros contra 470 do rival.

Quanto aos equipamentos, Ambos saem de fábrica com ar-condicionado digital de duas zonas, faróis de LED, acesso e partida sem a necessidade de chave nas mãos, bancos de couro com ajustes elétricos para o motorista, sensores de luz e chuva, faróis em LED, central multimídia de 7 polegadas e câmera de ré.

A TV digital é exclusividade do Toyota, mas o Honda retruca com quadro de instrumentos digital, lanternas em LED, câmera no retrovisor direito, teto solar e espelhamento de smartphone via Android Auto e Apple CarPlay.

No quesito segurança, o Corolla traz sete airbags contra seis do Civic – a diferença está no de joelho.

Embora carreguem essências distintas – o Toyota é mais conservador, enquanto o Honda é mais esportivo –, há uma evidente superioridade do Civic sobre o Corolla.

O que não se traduziu nas vendas, contudo. No acumulado do ano, o Corolla emplacou 42.116 unidades, contra apenas 18.346 do rival. A principal explicação tange questões industriais: enquanto o Corolla conta com a fábrica de Indaiatuba (SP) apenas para sua produção, o Civic divide a planta de Sumaré (SP) com outros quatro modelos (Fit, City, HR-V e WR-V). Menos unidades produzidas, menos unidades vendidas.


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