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Cientistas identificam proteína que controla metástase do câncer de pele | Bem Estar

Quando proteína chamada Midkine foi inibida em roedores, metástase também foi bloqueada. Achado pode ser caminho para desenvolvimento de novo remédio.

Lesão diagnosticada como melanoma; estudo descobriu proteína que tem papel importante na metástase desse tipo de câncer (Foto: CDC/ Carl Washington, M.D., Emory Univ. School of Medicine; Mona Saraiya, MD, MPH)Lesão diagnosticada como melanoma; estudo descobriu proteína que tem papel importante na metástase desse tipo de câncer (Foto: CDC/ Carl Washington, M.D., Emory Univ. School of Medicine; Mona Saraiya, MD, MPH)

Lesão diagnosticada como melanoma; estudo descobriu proteína que tem papel importante na metástase desse tipo de câncer (Foto: CDC/ Carl Washington, M.D., Emory Univ. School of Medicine; Mona Saraiya, MD, MPH)

Cientistas identificaram uma proteína do câncer que controla a disseminação da doença a partir da pele para outros órgãos e sugeriram, nesta quarta-feira (28), que bloqueá-la pode ser um tratamento efetivo para combater a metástase.

Trabalhando com camundongos geneticamente modificados para desenvolver câncer de pele humana, a equipe descobriu que a proteína desempenha um papel importante na promoção, ou inibição, da metástase – quando o câncer se espalha de uma área (ou órgão) para outra.

Chamada de Midkine, a proteína é secretada por melanomas, o tipo mais grave de câncer de pele, antes de se transportar para uma parte diferente do corpo do rato e iniciar ali a formação do tumor, disseram os pesquisadores.

Em observações subsequentes em humanos, níveis elevados de Midkine nos linfonodos de pacientes com câncer de pele eram preditivos de resultados “significativamente piores”, informou a equipe na revista científica “Nature”.

Isso aconteceu mesmo quando não havia células tumorais nos linfonodos.

Estratégia para desenvolver medicamento

“Na Midkine encontramos uma possível estratégia que merece ser considerada para o desenvolvimento de medicamentos”, disse Marisol Soengas, do Centro Nacional de Pesquisa do Câncer em Madri, coautora do estudo.

A detecção precoce é importante no melanoma. Depois que ele começa a se espalhar, o prognóstico do paciente geralmente é desfavorável.

Os cientistas acreditaram por muito tempo que o melanoma preparava os órgãos que pretendia colonizar ativando o crescimento dos vasos linfáticos transportadores de fluidos – primeiro no tumor primário, depois nos linfonodos ao redor, e assim por diante.

No entanto, remover os linfonodos próximos a um melanoma não evita metástases, o que significa que está “faltando algo” na compreensão do mecanismo de disseminação, disseram os pesquisadores.

O novo estudo oferece uma possível resposta.

“Quando esses tumores são agressivos, eles agem à distância muito antes do que se pensava”, disseram os autores. A Midkine se transportou diretamente para o novo local do câncer independentemente da formação de vasos linfáticos em torno do tumor original.

Quando a Midkine foi inibida em tumores de ratos, a metástase também foi bloqueada, disse a equipe. “Estes resultados indicam uma mudança de paradigma no estudo da metástase do melanoma”, de acordo com Soengas.

Os cientistas não sabem, no entanto, se a Midkine é transportada através do sangue, da linfa ou de ambos.

Em um comentário também publicado na Nature, Ayuko Hoshino e David Lyden, da universidade Weill Cornell Medicine, em Nova York, disseram que o estudo forneceu “percepções muito necessárias” para a predição do risco metastático.

O trabalho, eles concluíram, “pode abrir uma porta para estratégias de diagnóstico e terapêuticas que visam lidar com metástases antes delas terem a chance de surgir”.

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