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Chinesa Cofco atrasa projeto portuário de US$ 20 mi no Brasil, dizem fontes

18/10/2017 – 14h32 | Atualizado em 18/10/2017 – 15h38


Logo da China Oil and Foodstuffs Corporation (COFCO) na sede da empresa em Pequim, na China

Logo da China Oil and Foodstuffs Corporation (COFCO) na sede da empresa em Pequim, na China
Foto: Reuters

Por Ana Mano

SÃO PAULO – A divisão brasileira da trading chinesa Cofco atrasou a conclusão de uma estação portuária de transbordo orçada em 20 milhões de dólares no Sul do Brasil, disseram três fontes à Reuters, em um momento em que a gigante do agronegócio reorganiza as operações após a combinação de suas empresas Nidera e Noble Agri.

A unidade de transbordo no rio Sinos, que ainda está em construção, deverá movimentar 850 mil toneladas de grãos por ano –com caminhões levando as mercadorias para a unidade, de onde partirão em barcaças até o porto de Rio Grande, e daí exportadas. A estação também receberá trigo importado.

Dois fornecedores disseram que o equipamento e as máquinas comprados pela Nidera Sementes, a divisão responsável pelo projeto, foram fabricados, mas não entregues a pedido do comprador.

“O embarque não ocorreu na data esperada”, disse um fornecedor, referindo-se às máquinas compradas para o porto. Outro disse que as partes estavam discutindo se enviariam o equipamento destinado originalmente para aquele projeto a outra unidade da Cofco.

O Cofco, que não respondeu aos pedidos de comentários, concluiu a aquisição da Nidera este ano.

O atraso ressalta a luta da Cofco para criar uma estrutura coesa após primeiro investir na trading holandesa Nidera em 2014 e combiná-la à Noble Agri, uma ex-unidade do grupo singapurense Noble Group, para fundar a Cofco Intl em abril passado.

Desde que primeiro investiu na Nidera, a Cofco tem tido diversos contratempos, incluindo um rombo financeiro de 150 milhões de dólares em suas operações na América Latina e 200 milhões de dólares em perdas de negociações não-autorizadas em sua mesa de biocombustíveis.

Uma pessoa familiarizada com a estratégia da Cofco disse que a companhia estava procurando desinvestir ativos no momento em que integrava a Nidera e a Noble à companhia e aperfeiçoava as operações.

Os principais fornecedores do projeto portuário incluem a fabricante de silos Kepler Weber e TMSA Tecnologia em Movimentação, uma fabricante de correias transportadoras e máquinas de carregamento de grãos. A Kepler Weber não respondeu a um pedido de comentário.

Orçado em 62 milhões de reais, o projeto tinha a intenção de criar 50 vagas de emprego diretas e 200 indiretas, segundo uma descrição que a Nidera enviou à agência reguladora Antaq em 2013.

Documentos da Antaq mostraram que a agência concedeu aprovação formal para o projeto em uma área de 140.837 metros quadrados na cidade de Canoas, no Estado do Rio Grande do Sul, em maio de 2016.

A Reuters reportou em agosto que a Cofco estava considerando vender os negócios de sementes da Nidera na América Latina. Semanas depois, a Cofco disse que iria encerrar as operações em uma planta de processamento de soja no Estado do Paraná.

 

Reuters

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