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Chanceleres exigem da Venezuela um novo calendrio eleitoral – Internacional

Os chanceleres dos 14 pases do Grupo de Lima reunidos nesta tera-feira na capital peruana para debater as eleies na Venezuela rejeitaram a convocao antecipada do pleito eleitoral por parte do do governo de Caracas, em sintonia com a posio de boa parte da comunidade internacional.

Os 14 pases do Grupo de Lima “pedem ao governo da Venezuela que reconsidere a convocao de novas eleies presidenciais e apresente um novo calendrio eleitoral. No podem haver eleies livres e justas sem a plena participao dos partidos polticos”, segundo a declarao conjunta lida pela chanceler peruana Cayetana Aljovn.

A ministra anfitri afirmou ainda, aps a concluso do encontro, que a presena do presidente venezuelano Nicols Maduro na Cpula das Amricas no Peru, em abril, no ser bem-vinda.

“Dada a atual situao na Venezuela, o Peru decidiu expressar com resposto ao convite ao presidente Nicols Maduro VIII Cpula das Amricas de Lima, que sua presena j no ser bem-vinda nesse encontro”, declarou imprensa.

Em sua convocao da reunio de chanceleres, o Peru j havia afirmado na semana passada que as eleies antecipadas na Venezuela, em 22 de abril, “no permitiro realizar um processo justo, livre, transparente e democrtico”.

Por isso, os chanceleres se reuniram para decidir as medidas a serem adotadas diante do desenvolvimento da situao na Venezuela, que vive uma acirrada batalha entre o governo chavista de Nicols Maduro e a oposio desde que esta ganhou o controle do Congresso em 2015, mas foi impedida de exercer esse direito.

A oposio venezuelana, agrupada na Mesa da Unidade Democrtica (MUD), ainda no decidiu se participar nas eleies.

Na vspera, a Comisso Intermericana de Direitos Humanos (CIDH), rgo autnomo da OEA, denunciou a alarmante deteriorao da institucionalidade democrtica e do respeito aos direitos humanos na Venezuela observada desde 2002.

“Mas, nos ltimos dois anos e, especialmente em 2017, houve uma aprofundamento e uma intensificao alarmantes”, conforme consta em um relatrio que documentos abusos e desvios de poder por parte do governo Maduro.

O relatrio o terceiro em 15 anos a assinalar um agravado da crise institucional e dos direitos humanos na Venezuela, depois dos informes de 2003 e 2009, elaborados sob mandatos do ento presidente Hugo Chvez, falecido em 2013.

“A Venezuela no pode continuar eludindo indefinidamente suas responsabilidades internacionais em termos de direitos humanos”, afirmou o presidente da CIDH, Francisco Eguiguren, ao apresentar o documento.

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