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Cenas de pânico durante acidente de avião mostram uso errado das máscaras


  • Marty Martinez/AP



Durante o pouso de emergência do voo 1380 da Southwest Airlines, nos EUA, na última terça-feira (17), um passageiro registrou os momentos de pânico no avião. De dentro da cabine, Marty Martinez publicou fotos e vídeos em sua conta no Facebook. Além de mostrar a tensão na aeronave, os registros do rapaz também chamam a atenção por exibirem diversos viajantes utilizando a máscara de oxigênio da maneira errada. Na ocasião, Martinez e os outros passageiros cobriram somente a boca, quando o correto é colocar a máscara também sobre o nariz.


Seja fruto da confusão ou por falha na orientação, o uso errado desses equipamentos pode agravar uma situação que já é extremamente perigosa. E por mais que as demonstrações dos atendentes de voo às vezes pareçam um pouco caricatas, é melhor levar muito a sério, já que situações como essa podem se resolver em segundos.


“Quando há a despressurização da cabine de um avião, as máscaras de oxigênio caem de um compartimento acima dos assentos. Neste momento, os passageiros devem agarrá-las e puxá-las, para acionar o dispositivo que inicia o fluxo de oxigênio. Então, elas devem ser colocadas sobre o nariz e a boca”, afirmou ao

UOL

o comandante Marcelo Diulgheroglo, da Latam.


O uso incorreto das máscaras pode ocasionar os sintomas de hipóxia, ou seja, falta de oxigenação no cérebro, como náuseas, visão turva e sonolência. Podem aparecer ainda dor de ouvido e expulsão de gases.

A depender do incidente, a despressurização do avião pode acontecer de maneira explosiva (em menos de um segundo), rápida (em até dez segundos), ou de forma mais lenta.



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Atualmente, a grande maioria das aeronaves de uso comercial fornece oxigênio aos passageiros por um sistema de reação química. “É um dispositivo que gera oxigênio a partir da reação de alguns componentes, como cloreto de sódio, peróxido de bário e perclorato de potássio”, explica Roberto Calçada, professor do curso de aviação civil, da Universidade Anhembi Morumbi.


“O fornecimento de oxigênio dura até 15 minutos, tempo calculado como suficiente para que o piloto conduza a aeronave para um nível onde é possível respirar sem máscara”, diz Calçada.


“Antigamente, o oxigênio dos passageiros era transportado em galões. Isso, contudo, aumentava o peso da aeronave, o que significava maior consumo de combustível e menor o alcance das rotas. Então, com o avanço da tecnologia, foi criado um sistema menor”, acrescenta o professor.



Preste atenção às orientações



Não custa lembrar as instruções que os atendentes de bordo sempre dão: a recomendação é que, antes de ajudar qualquer pessoa, incluindo crianças, o passageiro deve primeiro colocar a máscara em si próprio. O motivo da recomendação é muito sério. A cerca de 40 mil pés de altura, uma pessoa tem somente 18 segundos de consciência após a perda da pressão.


Nestas emergências, o comandante e o copiloto também usam máscaras de oxigênio, mas mais sofisticadas. Segundo Calçada, estas “cobrem o rosto inteiro e contam com viseira e sistema de comunicação, já que eles precisam se manter em contato com a tripulação e os controladores de voo”.



Despressurização



Um avião comercial voa no máximo a 41 mil pés (12,9 km) de altura. No entanto, dentro das aeronaves, o ambiente é mantido com pressão atmosférica referente a 8 mil pés (2,43 km).


Portanto, quando por alguma razão, esta pressão não é mais mantida dentro da aeronave, há a despressurização. Quando isso acontece, o avião tem que reduzir a altitude, uma vez que o corpo humano não suporta a pressão atmosférica nem a temperatura externa a 41 mil pés.



Acidente



Na última terça-feira (17), uma

peça se desprendeu do motor de um Boeing 737-700 da Southwest Airlines e atingiu uma janela

, quebrando-a. Com o acidente, a cabine foi despressurizada e o avião, obrigado a fazer um pouso de emergência no Aeroporto Internacional da Filadélfia.


Além de sete feridos, Jennifer Riordan, de 43 anos, morreu ao quase ser sugada para fora do avião pela janela quebrada. Ao todo, 149 pessoas estavam a bordo, sendo 144 passageiros e cinco tripulantes.

A pilota Tammie To Shults conseguiu pousar a aeronave em segurança

e salvar a vida da grande maioria dos ocupantes.

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