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Cadela ferida ao tentar defender o dono será operada para retirar bala alojada | Goiás

Neguinha levou 3 tiros quando interveio em briga, em Anápolis; Polícia Civil procura suspeitos. Segundo veterinária, recuperação está dentro do previsto.

 Neguinha foi baleada ao tentar defender dono de disparos em Anápolis (Foto: Arquivo pessoal) Neguinha foi baleada ao tentar defender dono de disparos em Anápolis (Foto: Arquivo pessoal)

Neguinha foi baleada ao tentar defender dono de disparos em Anápolis (Foto: Arquivo pessoal)

A cadela Neguinha, que foi baleada três vezes ao defender seu dono durante uma briga, será operada na tarde desta quinta-feira (6), em Anápolis, a 55 km de Goiânia. No procedimento, um projétil que está alojado no glúteo do animal vai ser retirado. Apesar dos ferimentos, o quadro clínico dela é considerado regular.

De acordo com a veterinária Simone Leite Ramos Alves, a operação deve durar cerca de 1h e é considerada simples. “Ela passará por anestesia geral, faço a retirada da bala, limpo e depois suturo. Em seguida, a gene coloca uma proteção para ela não ficar lambendo e tratamos com analgésicos e antibióticos”, disse ao G1.

Simone explicou ainda que os resquícios de um projétil alojados na pata esquerda do animal devem ser retirados somente na próxima semana. Na ocasião, Neguinha também será submetida a uma reconstrução óssea – chamada osteossíntese – no membro, que sofreu múltiplas fraturas. Para este procedimento, é necessário esperar a infecção regredir.

A cadela foi ferida no último domingo (2). Além do glúteo e da pata esquerda, ela também foi atingida na pata direita. A veterinária afirma a recuperação está dentro do previsto e destaca que, se ela tivesse outros órgãos feridos, poderia não resistir.

“Ela teve a sorte que as balas não pegaram no tórax e no abdômen. Se fosse o caso, poderia atingir baço, intestino ou fígado, provocando uma infecção mais severa ou uma hemorragia. Nesse caso, poderia ser fatal”, detalha.

Cadela está internada em clínica veterinária de Anápolis (Foto: Arquivo pessoal)Cadela está internada em clínica veterinária de Anápolis (Foto: Arquivo pessoal)

Cadela está internada em clínica veterinária de Anápolis (Foto: Arquivo pessoal)

O dono da cadela é o vendedor Helton Júnior da Silva, de 32 anos. Ele diz que Neguinha vivia na rua e que há alguns dias, colocou o animal para viver em sua residência, tendo, inclusive, feito uma casinha para ela. Na madrugada do último domingo (2), três homens foram até a sua casa tirar satisfação sobre uma briga envolvendo seu irmão, que mora no mesmo lote.

“Ele discutiu com essas pessoas e os homens foram até lá. De repente, começaram a chutar o portão. Então eu fui ver o que era e eles já chegaram atirando”, disse ao G1.

O vendedor conta que um dos homens – provavelmente o confundiu com o seu irmão – estava armado e partiu para cima dele. Nesse momento, Neguinha avançou sobre ele e foi baleada. Em seguida, os suspeitos fugiram.

O caso é investigado pelo 6º DP de Anápolis. Segundo o delegado Carlos Antônio Silveira, responsável pelo caso, as diligências já começaram, mas os suspeitos ainda não foram identificados.

“Já pedi que uma equipe de agentes comece a apurar o caso para tentar encontrar o atirador e apreender a arma. Por enquanto tudo está muito precoce. Só depois que avançarmos é que poderei falar se houve somente crime contra o meio ambiente ou também uma tentativa de homicídio”, disse ao G1.

Grupo criou campanha nas redes sociais para ajudar Neguinha (Foto: Reprodução/Facebook)Grupo criou campanha nas redes sociais para ajudar Neguinha (Foto: Reprodução/Facebook)

Grupo criou campanha nas redes sociais para ajudar Neguinha (Foto: Reprodução/Facebook)

Como não tinha dinheiro para o tratamento, Helton procurou a advogada Thais Gomes de Souza, presidente da Aspaan Anápolis. Ela conseguiu a internação de Neguinha em uma clínica veterinária parceira, mas mesmo assim, ainda existem alguns custos.

“Nós temos uma parceria com a clínica e eles não cobram gastos como a consulta. Mas temos que arcar com medicamentos, instrumentação, internação e procedimentos. Tudo vai ficar em torno de R$ 2 mil”, explica.

Como a associação cuida de outros animais e não tem o dinheiro necessário, começou uma campanha nas redes sociais para tentar arrecadar o dinheiro. As doações podem ser feitas via depósito em conta ou deixadas no hospital onde a cachorra está.

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