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‘Cadê a reforma criminal?’, questiona secretário em enterro de mais um PM no RJ | Rio de Janeiro

“É um número alarmante que nos deixa muito tristes, muito perplexos e que nos leva à seguinte reflexão: é uma polícia que está nas ruas, é uma polícia que se doa, são heróis que estão morrendo. Não tenham dúvidas que a tente mergulha nos nossos protocolos, nossas estratégias, dias após dia, para poder melhorar. Mas, me parece, que isso no Rio de Janeiro e no Brasil não tem sido suficiente para a gente ter uma sociedade cujo o criminoso reflita antes de sair praticante crime”, disse Roberto Sá.

Segundo o secretário, enquanto as penas para criminosos não foram modificadas, a sociedade vai continugar a “sangrar.

“Nós precisamos exigir reforma na política criminal. Eu vejo reforma tributária, reforma política, reforma econômica, cadê a reforma criminal? Essa legislação te atende como cidadão? Você acha que três anos [de pena] inicialmente, para quem porta um fuzil para sair em 6 meses, é razoável? Vocês acham que quem tira uma vida de uma pessoa pode progredir de uma pena de 15 [anos] e sair com cinco, seis anos? Não é razoável. O mundo não trata o crime assim. Sociedade que depende só da polícia para evitar isso é uma sociedade que vai sangrar.”

Samir da Silva Oliveira foi baleado na Avenida 24 de Maio, no Méier. Ele saía do trabalho e foi ajudar amigos PMs que abordavam um carro. Na hora que Samir se aproximou, levou um tiro no rosto. Ele chegou a ir para o Hospital Salgado Filho, onde morreu. Ele era casado e tinha uma filha.

Três homens foram presos logo pelo crime: Hélio Rafael Alves de Souza, de 29 anos, Jamerson Gonçalves de Andrade, de 30, e Lizien Francisco da Silva Alves, 32.

PMs vítimas de violência em 2017, segundo a PM:

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