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Brasileira vai liderar estratgia da OMS para acesso a remdios – Nacional

Genebra, 03 – A brasileira Maringela Batista Galvo Simo a nova chefe da Organizao Mundial da Sade (OMS) para o acesso a remdios e vacinas, um dos cargos de maior influncia dentro da entidade internacional. Maringela ter como misso desenhar e implementar a estratgia da OMS para garantir que remdios possam chegar aos mais necessitados, um dos grandes obstculos hoje nos sistemas de sade pelo mundo.

Maringela foi a diretora do Programa Nacional contra a Aids no Brasil e, no cenrio internacional, passou a ser referncia no que se refere ao trabalho de consolidar o acesso a tratamento. Antes de sua nomeao, ela era funcionria da UNAids, programa da Organizao das Naes Unidas (ONU) para o combate aids. Oficialmente, seu cargo agora de diretora-geral assistente da OMS.

Parte da escolha por Maringela tambm foi poltica. Em maio, a entidade passou a ser comandada pelo etope Tedros Adhanom Ghebreyesus que, em uma eleio concorrida, contou com o apoio ativo do Brasil. Na poca do pleito, uma das promessas de Tedros delegao brasileira era de que sua gesto seria composta por pelo menos um nome de peso do Brasil. A escolhida, ento, foi Maringela.

Em sua equipe, Tedros ainda fez questo de escolher 60% de mulheres para os postos mais importantes.

A brasileira ter um desafio grande pela frente. No campo de vacinas, ter de garantir o desenvolvimento de produtos novos para combater doenas como zika, Ebola e outras pandemias. Tambm ter de coordenar o abastecimento de vacinas para febre amarela.

Tedros, h poucas semanas, deixou claro que o acesso a remdios um “tema poltico” e que, portanto, uma soluo para garantir que todos possam ter os produtos passa acima de tudo por um entendimento poltico. At 2030, a ONU quer acabar com a epidemia de aids, tuberculose, malria e doenas tropicais, alm de combater a hepatite e outras doenas transmissveis.

Para isso, porm, a OMS sabe que ter de colocar governos, empresas e o setor de sade em uma mesma estratgia.

Aids

Um dos debates mais fortes se refere aos preos de remdios, especialmente para o combate aids, uma luta que a brasileira j enfrenta desde seu cargo no Ministrio da Sade, em Braslia.

Foi justamente a experincia brasileira de distribuir remdios aos pacientes de HIV que levou a comunidade internacional a adotar a mesma estratgia. Hoje, a UNAids estima que cerca de 53% das pessoas vivendo com o vrus HIV no mundo – 19,5 milhes – tenham acesso a terapias antirretrovirais. Em 2010, esse nmero era de apenas 7,7 milhes.

O aumento do nmero de pessoas com acesso foi, segundo os especialistas, o que garantiu um avano tambm no combate aids. No ano passado, foram 1,8 milho de novos casos. Em 2010, o volume havia sido de 1,9 milho, mesmo com uma populao global menor. No que se refere s crianas, a taxa de novos afetados caiu em 47%.

O nmero de mortes tambm sofreu uma queda importante, passando de 1,5 milho em 2010 para 1 milho em 2016. Na Amrica Latina, o nmero de pessoas que morreram em decorrncia da aids tambm caiu, mas em uma taxa menor. Foram 36 mil mortes em 2016, 12% abaixo de 2010.

No mundo, o nmero total de pessoas vivendo com aids a chegou a 36,7 milhes no final do ano passado. Em 2000, esse total era de 27,7 milhes.

(Jamil Chade, correspondente)

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