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Brasil vetou lotes dos EUA e picanha importada pela JBS | EXAME.com

O frigorífico confirmou que teve “um lote” de carne importada pela companhia foi vetado, mas não informou qual o volume rechaçado

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Gustavo Porto, do Estadão Conteúdo

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30 jun 2017, 18h50

Ribeirão Preto – Pouco mais de uma semana após os Estados Unidos anunciarem a suspensão da compra de carne bovina brasileira, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, divulgou a informação de que o Brasil também vetou a entrada de lotes do produto importado daquele país.

A JBS confirmou que teve “um lote” de carne importada pela companhia foi vetado, mas não informou qual o volume rechaçado.

Na quinta-feira, 29, em discurso para agricultores e políticos no município de Campina Grande (PB), Maggi falou sobre o assunto.

“Na semana passada, todos aqui receberam a notícia de que os Estados Unidos suspenderam a nossas plantas (…) de carne. Nós, esta semana, também embargamos mercadorias, carnes dos Estados Unidos (…), principalmente picanhas que chegaram aqui em desconformidade. O Ministério da Agricultura fiscalizou a falou: não está conforme, devolve.”

De acordo com ele, 20 contêineres foram vetados.

Nesta sexta-feira, 30, Maggi confirmou que “de 32 contêineres de carne frescas e miúdos, 20 foram devolvidos por motivos de rotulagem, rastreabilidade e certificação”, mas mudou a versão dada sobre o período do veto.

Segundo ele, a recusa de cargas ocorreu antes da suspensão da compra de carne pelos norte-americanos ao produto brasileiro.

“Significa que 62,5% do exportado pelos Estados Unidos para o Brasil teve que retornar àquele país. Vejam que antes do comércio vem a segurança e proteção dos consumidores de ambos os países”, relatou o ministro.

A JBS informou que a devolução de sua carne ocorreu por problemas na rotulagem do produto.

Segundo a companhia, não há qualquer problema de sanidade com a picanha importada nem qualquer vínculo entre o veto e a proibição de importação dos Estados Unidos, anunciada em 22 de junho.

“A JBS confirma que, por questões técnicas de rotulagem do produto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento suspendeu a entrada de um lote de carne bovina in natura oriundo dos EUA. A companhia ressalta ainda que o ocorrido não possui nenhuma relação com a qualidade do produto”, relatou a companhia, em nota.

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