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Bolsa cai 1,75% com cautela dos investidores

Sem driver para conduzir os negócios, os investidores preferiram a cautela para operar na sessão da bolsa de ontem. Em sentido oposto à trajetória de alta de seus pares no exterior, o Ibovespa teve queda de 1,75%, aos 82.861,57 pontos, menor nível desde fevereiro.

De acordo com analistas, o motivo é a falta de visibilidade para o contexto político, somado a um menor otimismo que estava pautado na expectativa de maior crescimento econômico, que tem se revertido. Aliado a isso, a queda nas cotações das commodities no mercado internacional também pesou.

O giro foi de R$ 12,8 bilhões, considerado baixo para um dia em que houve vencimento de opções por ações.

Para Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos, o acautelamento que tomou conta dos investidores está relacionado aos destaques da pesquisa Datafolha, divulgada no domingo, que trouxeram certa preocupação.

Entre eles, os dois – até o momento – principais candidatos da preferência do mercado financeiro, Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB), apareceram estacionados tanto no cenário em que aparece o ex-presidente Lula como no que não considera essa hipótese.

Mas, disse Suzaki, o que se viu foi a ascensão do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que filiou ao PSB e ainda nem se anunciou pré-candidato.

“Por mais que saibamos algo sobre o que ele fez no STF, a dúvida que paira é sobre qual o seu posicionamento a respeito da economia”, afirmou.

Entre as blue chips, o setor bancário pesou com quedas significativas nas Units do Santander (-3,12%), seguida das ações do Banco do Brasil ON (-3,56%), Bradesco PN (-2,18%) e Itaú Unibanco (-1,47%).

Mercado cambial

O mercado de câmbio, por sua vez, criou grandes expectativas para o fim de semana, por conta da ameaça de bombardeio à Síria e à pesquisa Datafolha sobre as eleições preferenciais, mas fechou a sessão de ontem praticamente sem saber como reagir às duas notícias.

O dólar fechou em baixa de 0,42%, cotado a R$ 3,4118.

No caso da Síria, prevaleceu a análise de que o ataque com mísseis dos EUA, França e Reino Unido na sexta-feira foi uma ação pontual e não o início de uma guerra – embora o tema ainda siga no radar.

Já o Datafolha não foi capaz de eliminar nenhuma incerteza em relação à eleição. “O Lula continua liderando, os candidatos de esquerda seguem com percentuais próximo e Geraldo Alckmin não impressiona”, disse um operador.

O interesse do mercado é conhecer a política fiscal dos candidatos com reais chances de chegar à Presidência, mas essa é uma informação que ainda parece estar distante.

Com as notícias que pouco agregaram aos desenhos de cenário, a moeda americana passou o dia todo procurando uma tendência. A sessão, porém, não foi de fortes volumes para os negócios: o segmento à vista movimentou US$ 1,3 bilhão e o dólar futuro girava cerca de US$ 13 bilhões.

Já os juros futuros fecharam a sessão de ontem perto dos ajustes da última sexta-feira.

O DI para janeiro de 2019 encerrou a sessão regular a 6,230% ante 6,224% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2020 fechou a 6,92%, de 6,93% e para janeiro de 2021 a 7,960%, mínima, ante 8,012% . O DI para janeiro de 2023, por fim, encerrou a 9,14%, mínima, ante 9,19% no último ajuste. /Estadão Conteúdo

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